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| Lula deve anunciar Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, como próximo ministro da Fazenda - Foto: JOSEPH EID/AFP via Getty Images |
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que só tomará posse no dia 1.º de janeiro, decidiu anunciar hoje os nomes dos cinco primeiros-ministros de seu governo, para que a formação de medidas e programas a serem implementados a partir de janeiro 1º pode ser realizado mais rapidamente. Ao anunciar esses primeiros integrantes do alto escalão, o presidente eleito considerará integrantes filiados a partidos políticos, dois do PT e um do PSB.
Os Cinco confirmados para a chefia dos ministérios são o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT), que passa a chefiar a Fazenda; o governador Rui Costa (PT), que vai presidir a Casa Civil; o senador eleito Flávio Dino (PSB), que passa a presidir a Justiça e Segurança Pública; e José Múcio Monteiro, que não tem filiação política mas foi escolhido ontem por Lula para comandar a Defesa. A revelação dos demais ministros está prevista para hoje: Gen. Julio Cesar Arruda no comando do Exército; Almirante Marcos Sampaio Olsen para o comando da Marinha; e tenente-Brgdr. Marcelo Kanitz Damasceno no comando da Aeronáutica. Os novos comandantes substituem o almirante Almir Garnier Santos.
O presidente eleito vem sendo cobrado a expor com mais detalhes
Desde a vitória de Lula, a economia vem concentrando as principais conversas da transição. O presidente eleito vem sendo cobrado a expor com mais detalhes qual deve ser a política fiscal de sua gestão, uma vez que ele já declarou pretender substituir o teto de gastos, em vigor atualmente, por outro modelo de controle de gastos públicos. Enquanto isso, o futuro governo negocia a aprovação no Congresso da PEC da Transição, que pode abrir espaço fiscal para o governo cumprir a promessa de ampliar os programas sociais, e Lula vinha amadurecendo o nome de Haddad para comandar a área. Em conversa com aliados políticos ontem, Lula confirmou o plano de anunciar seus primeiros auxiliares.
A gestão considerada boa à frente do governo da Bahia pesou a favor de Rui Costa. Aos aliados, Lula contou também que planeja uma exoneração em massa de funcionários comissionados da gestão federal, como forma de afastar bolsonaristas dos cargos do governo. O presidente eleito fez ainda outras considerações sobre o momento da transição. Ele se queixou do fato de não poder usar a Granja do Torto durante a transição.
Em outro sinal de que Mauro Vieira será o chanceler, Lula disse a aliados que o novo titular do Ministério das Relações Exteriores está na Croácia, onde Vieira é o representante diplomático do Brasil. Em conversa com a imprensa, o coordenador dos grupos de trabalho da transição, Aloizio Mercadante, afirmou que os ministros anunciados vão se manifestar publicamente amanhã mesmo.
