Médica Virgínia Soares de Souza não irá ao júri popular, de acordo com a decisão de 4 votos a 1 dos desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná
A decisão proferida pelos desembargadores acerca do caso da médica Virgínia Soares de Souza, acusada de antecipar mortes em uma UTI de Curitiba, trouxe à tona diversas reflexões sobre o sistema de justiça brasileiro.
De acordo com a deliberação, a médica não permanecerá no júri popular, uma vez que foi aceito o recurso apresentado por sua defesa.
Essa decisão, no entanto, revogou a deliberação anterior que determinava que o caso fosse julgado por um júri popular. Com isso, a médica será julgada por um juiz de primeira instância. Essa mudança na forma de julgamento gerou processos diversos, especialmente do Ministério Público do Paraná, que afirmou que irá continuar da decisão.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) vai recorrer da decisão da 2a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que absolveu a médica Virgínia Soares de Souza por quatro votos em sessão nesta quinta-feira (16). O MPPR quer que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri. Os fatos apurados ocorreram entre 2011 e 2013.
Médica Virgínia Soares de Souza não irá ao júri popular, de acordo com a decisão de 4 votos a 1 dos desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná.
As respectivas ações penais encontram-se em fase de instrução judicial. Existem, ainda, mais de 100 inquéritos policiais em trâmite relacionados aos ilícitos praticados pelos denunciados", disse o Ministério Público.
Em uma decisão que reverteu um veredito anterior, a médica Virgínia Soares de Souza não irá ao júri popular, de acordo com a decisão de 4 votos a 1 dos desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) nesta quinta -feira (16). No entanto, cabe recurso.
Anteriormente, uma deliberação em 2021 havia definido que a médica iria ao júri popular, mas a defesa contestou a decisão. Virgínia acusada de antecipar a morte de sete pacientes em tratamento que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do então Hospital Evangélico, atualmente chamado de Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. As mortes ocorreram entre 2011 e 2013, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que denunciou a médica. Na época, sete subordinados de Virgínia também foram presos e denunciados.
O MP-PR afirmou em nota que "adotará as medidas cabíveis no sentido de continuar para o caso ser julgado pelo Tribunal do Júri":
Disso, o órgão reforçou a crença na "ocorrência de crimes de homicídio emocionados pela denunciada contra pacientes que estavam sob seus cuidados".
Desde o início do caso, a defesa da médica nega as queixas contra Virgínia e sustenta que ela "praticou atos com justificativas em literaturas médicas".
A defesa de Virgínia apresentou um recurso contestando a decisão do TJ de 2021, e o julgamento desta quinta-feira foi uma resposta a essa contestação.
A defesa da médica usou um voto vencido na primeira revisão de sua inocência para mover o recurso e pediu que outros juízes avaliassem novamente a questão, a fim de decidir se Virgínia era inocente, como o primeiro juiz havia determinado, ou se deveria ir a julgamento , como indicado no primeiro recurso vencedor do MP.
O MP-PR afirma que Virgínia é responsável por 82 mortes, além dos sete casos que a levaram à prisão há 10 anos.
