"Convidado pelo presidente chinês, Xi Jinping, o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fará uma visita de Estado à China de 26 a 31 de março", afirmou em um comunicado a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying.
Esta será a primeira visita de Lula à China desde o início de seu terceiro mandato em janeiro. A visita foi confirmada pelo ministério das Relações Exteriores da China, que afirmou que a viagem marcará o início de uma nova era nas relações entre os dois países, ao nível dos chefes de Estado. O objetivo da visita é promover a associação estratégica integral entre China e Brasil e contribuir para a promoção da estabilidade e governança global e regional.
Lula busca romper o isolamento internacional do Brasil que marcou a obrigatoriedade de seu antecessor, o político de extrema-direita Jair Bolsonaro. Durante seu discurso de posse no Congresso, Lula prometeu retomar a "integração sul-americana" e um diálogo "altivo e ativo" com os Estados Unidos, a Comunidade Europeia e a China.
A China é o principal parceiro comercial do Brasil, com um comércio bilateral de 152 bilhões de dólares no ano passado, muito à frente dos Estados Unidos. As duas economias são membros do grupo BRICS, ao lado da Rússia, Índia e África do Sul.
Lula expressou o desejo de retomar laços cordiais com a China, em contraste com seu antecessor. A China anunciou o convite a Lula em janeiro, mas não havia divulgado um dado específico para a visita.
Lula assinará no mínimo 20 acordos durante sua viagem à China:
De acordo com o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário da Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o país está buscando firmar novos acordos bilaterais em diversas áreas. Até o momento, já foram fechados 20 acordos, mas a expectativa é que esse número aumente nos próximos dias.
Entre os acordos firmados, destaca-se a utilização de um satélite com capacidade para monitorar as florestas mesmo em áreas com alta cobertura de nuvens. Além disso, estão sendo negociados protocolos sanitários, acordos na área de produtos agrícolas, educação, cultura, finanças, indústria, ciência e tecnologia.
A delegação brasileira, composta por cerca de 200 empresários de vários setores, participará de um seminário com o objetivo de estabelecer novas parcerias comerciais. O setor do agronegócio será representado por 90 empresários.
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