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Visita de Lula a Portugal é marcada por acordos e controvérsias políticas

Imagem reprodução O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou em Portugal nesta sexta-feira (21/4)</b>, em busca de acordos com o governo português.
As críticas às declarações de Lula vieram de partidos de oposição e da associação de ucranianos em Portugal.

 

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou em Portugal nesta sexta-feira (21/4), em busca de acordos com o governo português. A viagem de Lula no entanto, tem sido alvo de críticas devido às suas declarações polêmicas sobre a guerra na Ucrânia.

Lula chegou a Lisboa nesta manhã, após antecipar sua partida de Brasília para a noite de quinta-feira (20/4). Sua agenda em Portugal inclui a participação na cúpula bilateral Portugal-Brasil, encontros com o primeiro-ministro português, António Costa, e com o presidente, Marcelo Rebelo de Souza, além da entrega do prêmio Luiz de Camões ao cantor compositor e escritor Chico Buarque.

Entre os acordos que devem ser assinados durante uma visita, estão aqueles que concedem equivalência aos Ensinos Fundamental e Médio do Brasil ao de Portugal, bem como a permissão para que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tenha validade permanente em ambos os países.

No entanto, a visita de Lula a Portugal tem sido marcada por controvérsias. Partidos de oposição criticaram o convite do presidente para fazer um discurso no Parlamento português na próxima terça-feira (25/4) dia da celebração da Revolução dos Cravos. Além disso, a maior força de extrema-direita do país convocou uma manifestação contra a presença de Lula em Portugal.

As declarações de Lula sobre a guerra na Ucrânia também geraram polêmica. Durante uma visita aos Emirados Árabes Unidos, ele atribuiu a responsabilidade pelo prolongamento do conflito aos EUA e à União Europeia. Ele também afirmou que a Ucrânia poderia ceder à Crimeia em nome da paz.

As críticas às declarações de Lula vieram de partidos de oposição e da associação de ucranianos em Portugal. O vice-presidente do PSD, Paulo Rangel, cobrou do governo português uma posição pública e formal sobre as falas de Lula.

Diante da repercussão negativa, Lula condenou a invasão russa da Ucrânia e defendeu uma solução política negociada para o conflito. No entanto, as suas declarações geraram tensão em Portugal, que é membro da União Europeia e da Otan, e tem declarado apoio aberto ao país invadido pela Rússia.

líder do partido opositor Iniciativa Liberal, , Rui Rocha, criticou a possibilidade do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursar no Parlamento português no dia 25 de abril. Rocha afirmou que a Assembleia da República não pode receber um aliado de Putin como Lula, lembrando que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discursou por videoconferência no local no dia 21 de abril de 2022. Em sua conta pessoal no Twitter, Rocha destacou que o presidente da República, que concedeu a Ordem da Liberdade a Zelensky, não pode estar confortável com a presença de Lula na AR no dia 25 de abril.  

Apesar das controvérsias, Lula segue sua agenda em Portugal e deve viajar para Espanha na próxima semana para se encontrar com empresários, primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o rei Filipe 6º. Seu retorno ao Brasil está previsto para a noite de quarta-feira (26/4).