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Bolsonaro Confirma Mensagem com Ataques a TSE e STF e é Intimado a Depor




Bolsonaro Confirma Mensagem com Ataques a TSE e STF e é Intimado a Depor'Mandei, qual o problema?', diz Bolsonaro sobre mensagem com ataques a TSE e STF













O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente filiado ao Partido Liberal (PL), encontra-se no centro de uma polêmica envolvendo mensagens que insinuam uma fraude eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições passadas e incluem críticas ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso veio à tona após Bolsonaro ser intimado a depor pela Polícia Federal (PF) no âmbito de uma investigação relacionada a um grupo de empresários que discutiu, por meio do WhatsApp, a possibilidade de um golpe de Estado.

O ex-presidente, ao ser questionado sobre a mensagem controversa durante um voo de Brasília a São Paulo, confirmou ter enviado o conteúdo ao empresário Meyer Nigri, fundador da Tecnisa. Ele justificou afirmando que o ministro Barroso havia feito declarações contra a adoção do voto impresso, ao qual Bolsonaro sempre foi favorável. No entanto, a mensagem também continha acusações não comprovadas sobre supostas interferências e fraude eleitoral. Bolsonaro defendeu sua atitude, alegando que sempre defendeu o voto impresso.

O depoimento do Bolsonaro foi marcado para o próximo dia 31, nas instalações da Polícia Federal em Brasília. Embora Bolsonaro tenha afirmado que não fazia parte do grupo de empresários mencionado nas investigações, a PF decidiu questioná-lo sobre a disseminação do conteúdo da mensagem. Entretanto, o ex-presidente encontra-se atualmente internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para exames de rotina e investigação de sintomas relacionados à facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018.






As investigações da Polícia Federal revelaram que Bolsonaro teria solicitado a difusão de mensagens que insinuavam fraude eleitoral e incluíam ataques a autoridades. Uma das conversas analisadas mostrou Bolsonaro pedindo a um empresário que repassasse a mensagem ao máximo de pessoas. No texto, o ex-presidente acusava o TSE de fraude nas eleições do ano anterior e também criticava o ministro Luís Roberto Barroso do STF.

A mensagem de Bolsonaro foi identificada em um relatório da PF que investigava conversas do empresário Meyer Nigri. A análise indicou que Bolsonaro costumava enviar a mesma mensagem a diversos contatos, o que sugere que o conteúdo poderia ter sido compartilhado com outras pessoas além de Nigri. A mensagem, enviada em junho do ano anterior, acusava Barroso de prejudicar a democracia por sua posição contra o voto impresso e fazia alegações não fundamentadas sobre a atuação do instituto de pesquisa Datafolha em favor do então pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

A PF considerou o conteúdo da mensagem como "não lastreado ou conhecido por ser falso (fake news)", ressaltando que atacava membros de instituições públicas, especialmente ministros do STF, e desacreditava o processo eleitoral brasileiro.

Recentemente, o ministro do STF Alexandre de Moraes arquivou uma investigação contra seis empresários que trocaram mensagens com teor golpista em um grupo de WhatsApp. No entanto, a apuração foi prorrogada em relação a Meyer Nigri e a outro alvo, Luciano Hang. Em agosto do ano anterior, esses empresários foram alvos de mandados de busca e apreensão após suas conversas virem à tona por meio do site "Metrópoles".

Em suma, o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro na disseminação de mensagens controversas, insinuando fraude eleitoral e criticando autoridades, gerou uma investigação por parte da Polícia Federal. O caso também tem relação com um grupo de empresários que discutiu temas sensíveis por meio do WhatsApp, levando a um debate mais amplo sobre o uso de redes sociais e mensagens para influenciar a opinião pública e as instituições democráticas.







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O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente filiado ao Partido Liberal (PL), encontra-se no centro de uma polêmica...