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Com Putin remoto e Lula presente, cúpula dos Brics começa com debate sobre expansão

Com Putin remoto e Lula presente, cúpula dos Brics começa com debate sobre expansão

É importante destacar que, no mês de agosto, a África do Sul concedeu imunidade diplomática a todos os participantes da cúpula, uma medida que teria possibilitado a presença de Putin no país. No entanto, devido às circunstâncias, Putin participará da cúpula por meio de videoconferência.

A 15ª cúpula dos Brics está programada para iniciar nesta terça-feira (22), em Joanesburgo, na África do Sul. Este encontro presencial marca um marco importante para o grupo, uma vez que é o primeiro desde o início da pandemia de Covid-19.

O evento inaugural dos chefes de Estado está agendado para começar às 11h (horário de Brasília), com um diálogo no Fórum Empresarial do Brics. A seguir, às 13h, ocorrerá uma reunião no retiro dos líderes do grupo.

Além do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), outros líderes notáveis estarão presentes, incluindo o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa; o presidente chinês, Xi Jinping; e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. No entanto, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, optou por participar de forma remota, uma decisão motivada pelo mandado de prisão emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em março.



É importante destacar que, no mês de agosto, a África do Sul concedeu imunidade diplomática a todos os participantes da cúpula, uma medida que teria possibilitado a presença de Putin no país. No entanto, devido às circunstâncias, Putin participará da cúpula por meio de videoconferência.

Os temas a serem discutidos na cúpula são abrangentes e englobam questões de significativa relevância global. Sob o lema "Brics e África: Parceria para um Crescimento Mútuo Acelerado, Desenvolvimento Sustentável e Multilateralismo Inclusivo", a presidência para o tempore da África do Sul concentra-se em assuntos da agenda econômico-financeira do grupo, assim como na expansão do número de membros, discussão que teve início pela China em 2022.

Lula, em 2 de agosto, expressou seu apoio à inclusão de novos países nos Brics, como Arábia Saudita, Argentina e Emirados Árabes Unidos. O presidente brasileiro defendeu que os representantes das nações do grupo discutam essa possibilidade de adesão de novos membros, desde que haja um consenso. Ele ressaltou a importância de permitir que países que atendam aos requisitos possam entrar nos Brics, destacando o papel essencial que o grupo pode desempenhar na economia global.

Além da questão da expansão, a cúpula abordará uma variedade de tópicos relevantes, incluindo:

  1. Aprimoramento da governança global;
  2. Recuperação econômica;
  3. Cooperação entre países em desenvolvimento;
  4. Combate à fome;
  5. Mudança climática;
  6. Transição energética.

Outro ponto de discussão crucial é a criação de uma unidade de valor comum para transações comerciais e investimentos entre os membros dos Brics. Essa medida não visa substituir as moedas nacionais, mas sim oferecer uma alternativa estável às moedas internacionais dominantes. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco dos Brics, recentemente realizou sua primeira emissão de títulos na África do Sul em moeda local. Atualmente, o banco enfrenta pressão para aumentar a captação de recursos e empréstimos em moeda local, enquanto é liderado pela ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT).