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Ministro do STF concede liberdade provisória ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto

presidente do PL, Valdemar Costa Neto

 


Decisão ocorre após prisão por porte ilegal de arma e suspeitas de envolvimento em articulação para golpe de Estado


O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu liberdade provisória ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, neste sábado (10). A decisão surge após Costa Neto ser detido na quinta-feira (8) como parte das investigações da Operação Tempus Veritatis, que apura uma possível articulação para golpe de Estado no final do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Costa Neto foi preso em flagrante por porte ilegal de arma, após uma equipe de investigação encontrar uma arma com registro vencido na residência do político. Além disso, durante a ação, foi descoberta uma pepita de ouro cuja origem foi considerada suspeita, levando à suspeita de usurpação de bem público.

A defesa de Valdemar Costa Neto confirmou a concessão da liberdade provisória pelo Ministro Alexandre de Moraes e reiterou sua confiança no Poder Judiciário.

A análise pericial realizada na pepita de ouro revelou que ela é originária de um garimpo, porém, não foi possível determinar o local exato de sua extração. A arma encontrada na residência de Costa Neto estava registrada em nome de seu filho e estava com o registro vencido, o que levou os investigadores a considerarem o caso como porte ilegal de arma.

Após a prisão em flagrante, Moraes converteu a detenção de Costa Neto em prisão preventiva, enquanto outros alvos da investigação, como Rafael Martins de Oliveira, Marcelo Costa Câmara e Filipe Martins, tiveram suas prisões preventivas mantidas.

A liberdade provisória concedida a Valdemar Costa Neto marca um novo capítulo nessa complexa investigação, que continua a lançar luz sobre possíveis ameaças à estabilidade democrática do país.


Desvendando a Operação Tempus Veritatis: A Hora da Verdade contra o Golpe e a Fraude Eleitoral


Na última quinta-feira, a Polícia Federal conduziu a Operação Tempus Veritatis, visando investigar uma organização criminosa, que estava envolvida em uma tentativa de golpe de Estado e na abolição do Estado Democrático de Direito. O objetivo desse grupo era obter vantagens políticas, visando manter o então presidente da República no poder. Durante a operação, foram realizados um total de 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares.

As autorizações para busca foram concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e abrangeram diversos estados brasileiros, incluindo Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.

As investigações realizadas nesta fase da Operação Tempus Veritatis revelaram que o grupo investigado havia se organizado em diferentes núcleos de atuação, com o intuito de disseminar a ideia de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito. Isso tinha como objetivo viabilizar e legitimar uma intervenção militar, utilizando para isso uma dinâmica de milícia digital.

O primeiro núcleo de atuação estava focado na construção e propagação de informações falsas sobre possíveis vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação, um discurso que vinha sendo disseminado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno das eleições de 2022.

Já o segundo núcleo tinha como objetivo praticar atos para apoiar a abolição do Estado Democrático de Direito, buscando promover um golpe de Estado com o auxílio de militares possuírem conhecimentos e táticas de forças especiais em um ambiente politicamente tenso.

O nome "Tempus Veritatis", em latim, significa "hora da verdade", refletindo o propósito da operação de trazer à tona a verdade por trás dessas atividades criminosas.