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Ex-ajudante de Bolsonaro, Mauro Cid, volta a ser preso por descumprimento de medidas cautelares e obstrução à Justiça

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid (Foto: Alan dos Santos/Presidência da República)

 

Ex-ajudante de Bolsonaro, Mauro Cid, volta a ser preso por descumprimento de medidas cautelares e obstrução à Justiça

Na mais recente reviravolta de uma saga legal que mantém o Brasil em suspense, o tenente-coronel Mauro Cid, uma vez próximo do círculo interno do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi novamente detido. Sua prisão, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu após a constatação de violações das medidas cautelares previamente impostas e tentativas de obstrução da justiça.

As circunstâncias que levaram à nova prisão de Cid permanecem um mistério, já que o STF não divulgou detalhes sobre as medidas desrespeitadas. Contudo, recordamos que, em setembro do ano anterior, Moraes havia imposto sete medidas cautelares ao militar, cujo não cumprimento agora resultou em sua reclusão.

Entre as medidas previamente estabelecidas, destaca-se o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair da Comarca ou de casa durante a noite e os fins de semana, além do afastamento de suas funções no Exército. Essas restrições foram acompanhadas da obrigação de apresentação semanal perante o Juízo da Execução, a proibição de deixar o país e o cancelamento de todos os passaportes em seu nome, entre outras.

A decisão do ministro Moraes de setembro de 2023 havia sido clara: o descumprimento das medidas alternativas resultaria na revogação e subsequente decretação da prisão, uma profecia que se cumpriu nesta sexta-feira.

Os eventos recentes também se entrelaçam com a divulgação de áudios nos quais Mauros Cid alega ter sido coagido pela Polícia Federal durante seus depoimentos. Em uma conversa com um amigo, ele expõe sua frustração com as pressões para corroborar com narrativas predefinidas, em detrimento da verdade dos fatos.

O conteúdo dos áudios sugere uma atmosfera de tensão e desconfiança em relação aos procedimentos investigativos. Cid reclama da insistência dos investigadores em uma versão dos eventos que ele não pode atestar, mencionando especificamente as acusações relacionadas a atos golpistas e a suposta falsificação do cartão de vacinação do ex-presidente Bolsonaro, um caso que também resultou em seu indiciamento, juntamente com outras 15 pessoas.

Os desdobramentos dessa trama jurídica continuam a surpreender, enquanto o país aguarda ansiosamente por respostas e clareza sobre os eventos que moldaram e continuam a moldar a política nacional. Enquanto isso, Mauro Cid permanece no centro de um turbilhão legal que parece estar longe de encontrar seu desfecho.


As circunstâncias que levaram à nova prisão de Cid permanecem um mistério, já que o STF não divulgou detalhes sobre as medidas desrespeitadas. Contudo, recordamos que em setembro do ano anterior, Moraes havia imposto sete medidas cautelares ao militar, cujo não cumprimento agora resultou em sua reclusão.

Entre as medidas previamente estabelecidas, destaca-se o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair da Comarca ou de casa durante a noite e os fins de semana, além do afastamento de suas funções no Exército. Essas restrições foram acompanhadas da obrigação de apresentação semanal perante o Juízo da Execução, a proibição de deixar o país e o cancelamento de todos os passaportes em seu nome, entre outras.

A decisão do ministro Moraes de setembro de 2023 havia sido clara: o descumprimento das medidas alternativas resultaria na revogação e subsequente decretação da prisão, uma profecia que se cumpriu nesta sexta-feira.

Os eventos recentes também se entrelaçam com a divulgação de áudios nos qual Mauro Cid alega ter sido coagido pela Polícia Federal durante seus depoimentos. Em uma conversa com um amigo, ele expõe sua frustração com as pressões para corroborar com narrativas predefinidas, em detrimento da verdade dos fatos.

O conteúdo dos áudios sugere uma atmosfera de tensão e desconfiança em relação aos procedimentos investigativos. Cid reclama da insistência dos investigadores em uma versão dos eventos que ele não pode atestar, mencionando especificamente as acusações relacionadas a atos golpistas e a suposta falsificação do cartão de vacinação do ex-presidente Bolsonaro, um caso que também resultou em seu indiciamento, juntamente com outras 15 pessoas.

Os desdobramentos dessa trama jurídica continuam a surpreender, enquanto o país aguarda ansiosamente por respostas e clareza sobre os eventos que moldaram e continuam a moldar a política nacional. Enquanto isso, Mauro Cid permanece no centro de um turbilhão legal que parece estar longe de encontrar seu desfecho.


Veja quais foram essas medidas cautelares:

  • Uso de tornozeleira eletrônica e proibição de se ausentar da Comarca, de sair de casa à noite e nos fins de semana;
  • Afastamento do exercício das funções de seu cargo de oficial no Exército;
  • Obrigação de se apresentar semanalmente perante ao Juízo da Execução da Comarca de origem;
  • Proibição de se ausentar do país e cancelamento de todos os passaportes emitidos em nome do investigado;
  • Suspensão imediata de porte de arma de fogo, bem como de realizar atividades de colecionador, tiro desportivo e caça;
  • Proibição de utilização de redes sociais;
  • Proibição de se comunicar com os demais investigados, com exceção de Gabriela Cid (esposa), Beatriz Cid (filha) e Mauro Lourena Cid (pai).

Em sua decisão de setembro de 2023, Moraes havia anotado que “o descumprimento de qualquer uma das medidas alternativas” implicaria a “revogação e decretação da prisão” – o que ocorreu nesta sexta.