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Maitê Proença e a Dor do Feminicídio: Como a Tragédia Familiar Moldou Sua Vida e Carreira

Maitê Proença e a Dor do Feminicídio: Como a Tragédia Familiar Moldou Sua Vida e Carreira

Em 2017, a atriz Maitê Proença compartilhou uma parte dolorosa e íntima de sua vida durante uma entrevista no programa "Domingo Espetacular", da TV Record. Aos 65 anos, Maitê revelou detalhes trágicos sobre o feminicídio que marcou sua família e suas experiências pessoais profundamente relacionadas a essa violência.

Na entrevista, Maitê falou sobre a morte de sua mãe, a professora Margot Proença, assassinada pelo pai da atriz, o procurador Augusto Carlos, quando Maitê tinha apenas 12 anos. O caso ocorreu em meio a um ataque de ciúmes, durante o qual Augusto desferiu várias facadas contra Margot. Apesar da brutalidade do ato, Augusto foi inocentado, com a defesa alegando que ele agiu em legítima defesa de sua honra, conforme relatado pelo UOL. Anos depois, o procurador tirou a própria vida, acrescentando dor à tragédia familiar.

Após a perda da mãe, Maitê e seu irmão foram acolhidos por um casal em um pensionato luterano em Minnesota, EUA. Durante a entrevista, ela expressou profunda gratidão por aqueles que os ajudaram em um dos momentos mais difíceis de suas vidas. “Quando minha mãe se foi, fui parar num pensionato de luteranos em Minnesota, nos Estados Unidos. Me acolheram no momento de maior tristeza da minha vida”, disse ela. Esses eventos, assim como outros traumas que enfrentou, são explorados em seu monólogo "O Pior de Mim".

Maitê também teve a chance de retornar a Minnesota anos depois para expressar sua gratidão ao casal que a ajudou. “Eu não tinha pai, não tinha mãe, não tinha casa, não tinha para onde ir, nada. Aquelas pessoas, de puro amor, acolheram a gente (a atriz e seu irmão) e deram o que a gente precisava, uma família. Pude falar isso pra eles. Foi uma choradeira”, compartilhou emocionada.

Além de abordar a tragédia familiar, Maitê refletiu sobre seus próprios relacionamentos abusivos e como esses momentos de sua vida ressoaram com o sofrimento que sua mãe passou. “A pessoa transtornada, fazendo coisas, querendo me botar em um carro com uma chuva de granizo para viajar com a minha filha pequena. E eu morrendo de medo que ele fosse me matar. Falei: ‘Meu Deus, vou repetir a história.’”

O relato de Maitê Proença no "Domingo Espetacular" não só revelou as profundezas de seu sofrimento pessoal, mas também destacou a importância de enfrentar e superar os traumas da violência doméstica e do feminicídio. Sua coragem em compartilhar sua história oferece uma visão comovente sobre a resiliência e a luta de muitas mulheres que enfrentam desafios semelhantes.