O governo de Donald Trump anunciou a possibilidade de aumentar em 25% as tarifas sobre todas as importações de aço e alumínio. A medida gera preocupação entre diversos países, pois uma parte significativa desses insumos utilizados nos Estados Unidos é proveniente do mercado internacional. Atualmente, 25% do aço e metade do alumínio consumidos pelos americanos são importados.
Se essas tarifas forem de fato implementadas, o Brasil poderá ser um dos países impactados. Em 2024, o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para os Estados Unidos, ficando atrás apenas do Canadá. Juntos, Brasil, Canadá e México representaram quase 40% das importações de aço americanas. Além desses, Japão, Alemanha e Coreia do Sul também estão entre os principais fornecedores.
Curiosamente, apesar de ser o maior produtor mundial de aço, a China exporta uma quantidade reduzida desse material para os Estados Unidos. Em 2018, tarifas semelhantes de 25% praticamente retiraram o aço chinês do mercado americano, uma situação que pode se repetir caso novas medidas sejam adotadas.
No setor do alumínio, o Canadá se destaca como o maior fornecedor, com um volume de exportação para os Estados Unidos que, em 2024, chegou a 3,2 milhões de toneladas – o dobro do somatório dos outros nove principais exportadores.
Ainda não está confirmado se as tarifas serão de fato aplicadas, mas Trump já sinalizou aumentos para produtos vindos do Canadá, México e China. Ele também declarou sua intenção de mirar no mercado europeu. Até o momento, o Brasil, que responde por 1,3% das importações americanas, ficou fora da primeira fase dessas restrições. No entanto, especialistas alertam que setores específicos, como o de aço, podem ser afetados futuramente.
A decisão do governo americano tem potencial para provocar reações no mercado global, afetando as relações comerciais e a economia de diversos países, incluindo o Brasil. Resta agora aguardar os próximos passos e possíveis negociações para minimizar os impactos dessa política tarifária.
