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O Último Azul de Gabriel Mascaro conquista Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Berlim 2025

Gabriel Mascaro recebe prêmios de 'O Último Azul' no Festival de Berlim — Foto: Reprodução/YouTube/Festival de Berlim
Gabriel Mascaro é premiado por O Último Azul no Festival de Berlim — Foto: Reprodução/YouTube/Festival de Berlim


 O Último Azul" de Gabriel Mascaro conquista Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Berlim 2025




O filme brasileiro O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro, alcançou um marco importante ao vencer o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Berlim 2025, considerado uma espécie de "segundo lugar" na competição. O anúncio foi feito durante uma cerimônia realizada neste sábado (22), no prestigiado Palácio da Berlinale.


A produção já havia impressionado a crítica e o público anteriormente, ao conquistar outros prêmios notáveis. Além da distinção no Grande Prêmio do Júri, o filme também foi reconhecido com o prêmio de melhor filme da competição, oferecido pelos leitores do jornal Berliner Morgenpost. Outro reconhecimento significativo foi o prêmio do júri ecumênico, concedido a filmes que abordam questões espirituais, humanas ou sociais. O Último Azul também teve a honra de ser eleito como o filme com a melhor avaliação pela crítica, com a maior média nas notas divulgadas por sites especializados. O Screen Daily, um dos mais renomados, atribuiu ao filme uma nota de 3,4, em uma escala de 4.


Essa conquista veio logo após outro prêmio para o Brasil no festival. A Hora do Recreio, escrito e dirigido por Lucia Murat, recebeu a Menção Especial do Júri Jovem da Mostra Generation, voltada para filmes destinados ao público infantojuvenil.


Dentre os outros vencedores do Festival de Berlim 2025, destacam-se Blue Moon, de Richard Linklater, diretor de Boyhood, e If I Had Legs I’d Kick You, de Mary Bronstein, que tem ganhado destaque no circuito do cinema indie.


Durante o discurso de agradecimento, Gabriel Mascaro expressou sua honra pelo reconhecimento: "Estou muito honrado de receber esse prêmio. Muitos filmes que amo estrearam aqui. Quero agradecer ao júri pela dedicação ao meu filme. Esse prêmio é dedicado a todos aqueles que sonham. 'O Último Azul' fala sobre os direitos dos sonhos e acreditar que nunca é tarde para descobrir uma nova vida."


O Último Azul é uma co-produção internacional entre Brasil, México, Chile e Países Baixos, com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes. O filme é estrelado por Rodrigo Santoro, Denise Weinberg e Miriam Socarras e apresenta uma trama distópica ambientada em um Brasil futuro, onde idosos a partir de 75 anos são enviados para colônias habitacionais. A história segue a jornada de uma mulher de 77 anos que luta para realizar seu último desejo antes de ser exilada. O filme recebeu elogios por sua abordagem sensível sobre o envelhecimento e, ao mesmo tempo, críticas ao capitalismo. Alguns críticos chegaram a compará-lo a Nomadland, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2021.


A produção tem estreia prevista para 2025 nos cinemas brasileiros.


Mascaro, que já possui em sua filmografia títulos como Boi Neon e Ventos de Agosto, consolidou sua carreira com Divino Amor (2019), estrelado por Dira Paes. O diretor também demonstrou seu talento em trabalhos anteriores que exploram as complexidades da sociedade brasileira, e O Último Azul reforça seu compromisso em provocar reflexões sobre questões sociais e humanas.

O júri de Berlim 2025 foi presidido pelo renomado diretor Todd Haynes e contou com a participação da atriz chinesa Fan Bingbing, da atriz e cineasta alemã Maria Schrader, do cineasta argentino Rodrigo Moreno, do diretor franco-marroquino Nabil Ayouch, da figurinista alemã Bina Daigeler e da crítica de cinema americana Amy Nicholson.


O Brasil, que já conquistou o Urso de Ouro em duas ocasiões — com Central do Brasil (1998), de Walter Salles, e Tropa de Elite (2007), de José Padilha — continua a se destacar no cenário cinematográfico internacional, mostrando o talento e a relevância do cinema nacional no cenário global.


O Festival de Berlim continua a ser uma plataforma crucial para a divulgação de obras cinematográficas de qualidade e, com o reconhecimento de O Último Azul, o Brasil reafirma sua presença no cenário internacional.