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Panamá Rompe Acordo com a China e Reforça Parceria com os EUA

Rubio was in Panama to talk about control of the country’s crucial canal.
REUTERS
Rubio was in Panama to talk about control of the country’s crucial canal.REUTERS



O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, anunciou que seu governo não renovará o memorando de entendimento assinado em 2017 com a China no âmbito da Iniciativa do Cinturão e Rota. A decisão foi comunicada após uma reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e reflete um realinhamento estratégico do país.



Marco Rubio e chanceler do Panamá Javier Martinez-Acha - 2/2/2025 (Foto: Mark Schiefelbein/Pool via REUTERS)
Marco Rubio e chanceler do Panamá Javier Martinez-Acha - 2/2/2025 (Foto: Mark Schiefelbein/Pool via REUTERS)


Pressão dos EUA e Influência Chinesa


A Iniciativa do Cinturão e Rota foi lançada pela China em 2013 como um projeto global de infraestrutura, conectando dezenas de países por meio de investimentos em rodovias, portos e telecomunicações. A adesão do Panamá em 2017 sinalizou uma aproximação significativa entre os dois países, mas a crescente influência chinesa na América Latina sempre preocupou os Estados Unidos.


Durante a reunião com Mulino, Rubio enfatizou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não considera aceitável a presença chinesa no Canal do Panamá. Segundo ele, os EUA tomarão medidas para proteger seus interesses estratégicos na região.


Canal do Panamá e Interesse Estratégico


O Canal do Panamá é uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, e sua administração tem sido um ponto sensível nas relações internacionais. Em resposta às pressões, Mulino declarou que permitirá a passagem de navios de guerra dos EUA pela via navegável, decisão que pode impactar as relações do Panamá com Pequim.


Mulino também mencionou que seu governo pode revisar concessões dadas a empresas de Hong Kong para a operação de portos próximos ao canal, fortalecendo ainda mais o distanciamento em relação à China.


Reações Internacionais


A decisão do Panamá marca um novo capítulo na disputa geopolítica entre China e Estados Unidos na América Latina. Enquanto os EUA buscam reforçar sua influência sobre o canal, a China pode reavaliar seus investimentos na região. O posicionamento de Mulino pode atrair novos acordos comerciais com Washington, mas também gerar impactos econômicos no longo prazo devido à redução do investimento chinês no país.


A situação segue em desenvolvimento, e as próximas decisões do governo panamenho indicarão se essa mudança será definitiva ou apenas parte de um jogo diplomático mais amplo.