A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, respondeu aos ataques que recebeu após a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre sua nomeação para a articulação política do governo. Durante um evento no Palácio do Planalto, na quarta-feira (3/12), Lula afirmou que escolheu uma “mulher bonita” para o cargo com o objetivo de melhorar a relação com o Congresso Nacional.
Diante da repercussão, Gleisi destacou que o histórico do presidente fala por si só quando se trata da defesa das mulheres em posições de liderança.
“Gestos valem mais que palavras para mim, e o presidente Lula tem um histórico que a credibilidade junto à luta das mulheres por espaços de comando e poder”, afirmou o ministro. Ela ressaltou que foi Lula quem incentivou Dilma Rousseff para se tornar a mulher presidente do Brasil, além de apoiar as primeiras mulheres em posições estratégicas, como a presidência do PT, da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Superior Tribunal Militar.
Para Gleisi, as críticas feitas pela oposição são oportunistas e partem de um grupo que sempre ataca os direitos das mulheres. “O que eu fico indignada é com a extrema-direita, fico indignada com os bolsonaristas que utilizam disso para fazer um jogo baixo, sujo, sórdido”, declarou.
O ministro também acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores de adotarem um discurso historicamente machista e discriminatório. “Eles, sim, sempre foram contra as mulheres, sempre foram discriminatórios, sempre foram misóginos e machistas”, enfatizou.
A polêmica gerada pela fala de Lula reflete o cenário político polarizado do Brasil, onde qualquer declaração pode ser usada como munição por adversários. No entanto, Gleisi Hoffmann reforçou que a trajetória do presidente no fortalecimento da participação feminina na política deve ser levada na consideração acima de qualquer interpretação isolada de uma frase.