O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conversar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, antes de sua viagem à Rússia, onde se encontrará com Vladimir Putin no dia 9 de maio. O diálogo entre Lula e Zelensky foi solicitado pela Ucrânia e acontece em um momento de tensões geopolíticas elevadas, especialmente com a continuidade da guerra entre Ucrânia e Rússia.
A data do encontro entre Lula e Putin coincide com o Dia da Vitória na Rússia, celebração que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. A visita do presidente brasileiro a Moscou reforça a estratégia diplomática do Brasil de manter o diálogo com todas as partes envolvidas no conflito. Lula tem adotado uma postura de neutralidade, defendendo a busca por soluções pacíficas e negociações mediadas por países que não estejam diretamente envolvidos na guerra.
Em ocasiões anteriores, Lula criticou tanto a invasão russa quanto a postura ocidental de fornecer armamentos para a Ucrânia, afirmando que a guerra precisa de um caminho para a paz. Em setembro de 2024, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, ele propôs, junto com a China, um plano para negociações diplomáticas entre os países em conflito.
Nos últimos meses, a diplomacia brasileira percebeu uma mudança no cenário internacional, especialmente após declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamando Zelensky de "ditador" e afastando-se publicamente do governo ucraniano. Esse novo contexto pode fortalecer as iniciativas de países como o Brasil na mediação do conflito.
A expectativa é que as conversas com Zelensky e Putin reforcem o papel do Brasil na diplomacia internacional e contribuam para a construção de um caminho para o fim do conflito, que já impacta a economia global, a segurança alimentar e o abastecimento de energia em várias regiões do mundo.
