O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a revogação das restrições impostas ao advogado Amauri Saad e ao ex-assessor presidencial Tércio Arnaud, ambos investigados por uma suposta tentativa de golpe. A decisão permite que os dois retomem suas atividades sem limitações, incluindo o contato com outros investigados no caso.
Com a nova medida, Amauri e Tércio estão autorizados a sair do país, comparecer a eventos militares e recuperar bens apreendidos durante as investigações. Na última terça-feira, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, também recebeu os mesmos benefícios.
Os três foram indiciados pela Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação realizada no ano passado, mas não constam na denúncia apresentada recentemente pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a PF, Amauri teria participado da elaboração de um documento que previa a reversão do resultado das eleições, supostamente apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro aos comandantes das Forças Armadas. Já Tércio, ex-assessor do governo Bolsonaro, fazia parte do chamado "gabinete do ódio".
Ambos negaram qualquer participação em atos ilegais e seguem sem acusações formais no processo conduzido pela PGR. A revogação das medidas cautelares reforça a linha adotada pelo STF na revisão das restrições aplicadas a investigados que não foram denunciados.
