Durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, realizada na última terça-feira (8), o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) protagonizou um episódio de grande repercussão ao atacar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com declarações consideradas violentas e de ódio.
“Eu quero mais que o Lula morra, quero que ele vá para o quinto dos infernos, é um direito meu. Não vou dizer que eu vou matar cara, mas eu quero que ele morra, que vá para o quinto dos infernos. Nem o diabo quer o Lula, por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer. Tomara que ele tenha uma taquicardia, porque nem o diabo quer a desgraça desse presidente que está afundando o país. Quero mais que ele morra mesmo", afirmou Gilvan.
Relator de um projeto polêmico que propõe o desarmamento da equipe de segurança presidencial, Gilvan utilizou seu tempo de fala para destilar críticas ao chefe do Executivo, indo além do debate legislativo. Em um momento da reunião, o parlamentar afirmou, em tom exaltado, que "quer mais é que Lula morra", acrescentando que "nem o diabo quer o Lula" e desejando que o presidente "tenha uma taquicardia".
A fala gerou reações imediatas nas redes sociais e entre colegas parlamentares, sendo vista por muitos como um ataque à democracia e à integridade das instituições. Apesar disso, até o momento não há informações sobre medidas disciplinares contra o deputado.
O projeto relatado por Gilvan, que foi aprovado pela comissão, ainda precisa passar por outras duas comissões temáticas antes de seguir para o Senado — a menos que haja um recurso para ser discutido em plenário. A proposta, de autoria do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), proíbe o uso de armas de fogo por agentes responsáveis pela segurança do presidente da República e seus ministros, mesmo durante o exercício das funções.
Na justificativa, o deputado argumenta que, como o presidente Lula tem uma posição crítica em relação ao armamento da população, a segurança que o protege também deveria refletir essa postura ideológica. “É incoerente que quem milita contra o armamento pessoal esteja cercado por homens fortemente armados”, declarou o autor da proposta.
A declaração de Gilvan, no entanto, desviou o foco do debate sobre segurança pública e trouxe à tona discussões sobre os limites da liberdade de expressão, a ética parlamentar e o respeito entre os Poderes da República. O caso deve continuar repercutindo nos próximos dias, com expectativa de posicionamento de lideranças partidárias e órgãos de controle.
