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Trump anuncia tarifa de 125% contra a China e reduz taxas para outros países, segundo imprensa internacional

Trump anuncia tarifa de 125% contra a China e reduz taxas para outros países, segundo imprensa internacional


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o mercado ao anunciar um novo aumento nas tarifas de importação sobre produtos chineses. A alíquota, que já havia sido elevada para 104%, agora sobe para 125%, em uma escalada sem precedentes na guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do planeta. A decisão, segundo Trump, teve efeito imediato.


A medida foi justificada por ele como uma resposta à "falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais". A declaração foi publicada em sua rede social, onde o republicano também afirmou esperar que a China reconheça que os tempos de exploração dos EUA e de outras nações chegaram ao fim.


Além do aumento contra os produtos chineses, Trump anunciou uma redução temporária nas tarifas cobradas de outros países. Por um período de 90 dias, a alíquota recíproca será de apenas 10%. Essa flexibilização, segundo ele, se deve ao fato de que mais de 75 nações procuraram os Estados Unidos para discutir soluções comerciais, sem adotar medidas retaliatórias.


Escalada nas tensões com a China


Essa nova rodada de tarifas ocorre após uma série de trocas de medidas entre os dois países. Segundo os veículos internacionais, a sequência começou no início de fevereiro, quando os EUA acrescentaram 10% às tarifas já existentes sobre produtos chineses. Em 2 de abril, Trump lançou um pacote de tarifas que afetava mais de 180 países, com alíquotas entre 10% e 50%. Para a China, foi imposto um adicional de 34%, elevando a carga total para 54%.


A resposta chinesa veio rapidamente: o Ministério das Finanças do país asiático anunciou tarifas de 34% sobre produtos norte-americanos. Em reação, Washington aplicou mais 50% em taxas, elevando o total para 104%. Com o anúncio de que a China aumentaria suas tarifas para 84%, Trump deu um novo passo, levando o percentual a 125%.


Efeitos nos mercados globais


A tensão comercial causou reações imediatas nos mercados financeiros. Nos Estados Unidos, os principais índices, que haviam caído drasticamente na semana anterior, se recuperaram fortemente após a notícia da redução de tarifas para outros países.


  • Dow Jones subiu 7,87%, encerrando aos 40.608 pontos;

  • S&P 500 avançou 9,35%, chegando a 5.448 pontos;

  • Nasdaq disparou 12,16%, atingindo 17.124 pontos.


A recuperação ocorreu, em parte, pela expectativa de que a flexibilização nas tarifas para outras nações possa suavizar os impactos econômicos do chamado “tarifaço”.


Impacto no Brasil


O mercado brasileiro também reagiu positivamente. O dólar, que havia subido fortemente nos últimos dias, recuou 2,54%, fechando a R$ 5,84. Já o Ibovespa, principal índice da B3, valorizou-se 3,12%, alcançando os 127.796 pontos. O alívio veio após dias de instabilidade causada pela insegurança sobre os rumos do comércio internacional.


Uma guerra que ainda está longe do fim


A tensão entre Estados Unidos e China é vista por analistas internacionais como um dos maiores embates econômicos da atualidade. A disputa vai além das tarifas: envolve questões tecnológicas, manipulação cambial, barreiras não tarifárias e influência global. Apesar do gesto de trégua para outros países, a postura agressiva de Trump em relação à China indica que a guerra comercial entre os gigantes ainda está longe de terminar.