Na madrugada deste domingo (25), a Rússia promoveu o maior ataque aéreo desde o início da guerra contra a Ucrânia, em 2022. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o bombardeio atingiu várias cidades, incluindo a capital Kiev, além de Kharkiv, Mykolaiv e Ternopil.
O Ministério do Interior da Ucrânia informou que o ataque envolveu 367 armamentos, sendo 298 drones e 69 mísseis. As forças de defesa aérea ucranianas conseguiram abater 266 drones e 45 mísseis, evitando danos ainda mais severos. No entanto, diversas regiões registraram destruição significativa.
Escalada do conflito preocupa a comunidade internacional
Este ataque representa a ofensiva mais massiva em termos de armamentos utilizados desde o início do conflito, marcando um novo e preocupante patamar na guerra, que já dura mais de três anos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, utilizou seu canal no Telegram para criticar a postura da comunidade internacional, especialmente dos Estados Unidos.
“O silêncio da América, o silêncio de outros no mundo só encoraja Putin”, declarou o mandatário.
A declaração ocorre em um momento de mudança na política externa norte-americana, após a posse de Donald Trump, que voltou à presidência dos EUA. O governo norte-americano tem adotado uma postura mais cautelosa em relação ao Kremlin e, nesta semana, recusou-se a implementar novas sanções contra a Rússia, contrariando os apelos de Kiev.
Negociações por cessar-fogo e troca de prisioneiros
O ataque ocorre paralelamente ao terceiro e último dia de uma troca de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia. A previsão é que mil combatentes de cada lado sejam libertados como parte desse acordo humanitário.
Enquanto isso, aliados da Ucrânia tentam mediar um cessar-fogo temporário de 30 dias, considerado o primeiro passo para uma possível trégua mais duradoura. No entanto, a nova escalada militar coloca em risco essas negociações e gera apreensão no cenário internacional.
Rússia também reporta ataques e interceptações
Em resposta, o Ministério da Defesa da Rússia informou ter interceptado 95 drones ucranianos em um período de apenas quatro horas. Em Moscou, o prefeito Sergei Sobyanin relatou que 12 drones foram abatidos enquanto se aproximavam da capital russa.
Esse episódio reforça a intensidade das operações militares realizadas por ambos os lados e evidencia a dificuldade em alcançar uma solução diplomática para o conflito.
Três anos de guerra: perspectivas e desafios
A guerra entre Rússia e Ucrânia, que completa mais de três anos, segue provocando graves consequências humanitárias e econômicas. O ataque deste domingo é um marco simbólico da escalada recente e coloca novas pressões sobre líderes internacionais para buscar uma solução.
Enquanto a Ucrânia exige maior apoio militar e político do Ocidente, a Rússia mantém sua estratégia de ofensivas aéreas e resistência frente às sanções já impostas.
