O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, utilizou as redes sociais neste sábado (17) para manifestar seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, destacando a importância da medida após a prisão de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como "Tuta", apontado como sucessor de Marcola na liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Tuta foi detido na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, em uma ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a Fuerza Especial de Lucha contra el Crimen (FELCC), órgão de segurança da Bolívia. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a prisão foi realizada com base na acusação de uso de identidade falsa. O nome de Tuta constava na Lista de Difusão Vermelha da Interpol, instrumento que viabiliza a prisão de foragidos em escala internacional.
Ao parabenizar a atuação das autoridades envolvidas, o ministro Jorge Messias destacou que o sucesso da operação demonstra a necessidade de fortalecer os mecanismos de integração entre os órgãos de segurança pública. “Com a aprovação da PEC da Segurança Pública, teremos ainda mais integração de dados e uma coordenação mais eficaz. É preciso dar paz e tranquilidade aos cidadãos e cidadãs em nosso país”, escreveu Messias na rede social X (antigo Twitter).
A proposta, que foi encaminhada ao Congresso no fim de abril, é considerada uma das prioridades do governo federal para o ano de 2025. Ela prevê a criação de estruturas formais de cooperação entre União, estados e municípios, com foco na centralização de dados de inteligência e combate ao crime organizado em nível nacional.
Apesar do apoio do governo federal, a proposta enfrenta resistência por parte de alguns governadores, principalmente da oposição, que temem perda de autonomia sobre as forças de segurança estaduais. Mesmo assim, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), já indicou que a tramitação será tratada com celeridade.
A prisão de Tuta representa um duro golpe na estrutura de comando do PCC e simboliza o avanço da cooperação internacional no combate ao crime transnacional. Condenado no Brasil por crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa, ele cumpre mais de 12 anos de pena e aguarda, agora, os trâmites legais para sua extradição ao território brasileiro.
O caso reforça a urgência de medidas estruturais para ampliar a integração entre os entes federativos e aprimorar a atuação contra o crime organizado, que já ultrapassa fronteiras e exige respostas coordenadas e eficientes.
Fonte: CNN Brasil
