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Suprema Corte dos EUA autoriza retirada de vistos e endurece política migratória

Suprema Corte dos EUA autoriza retirada de vistos e endurece política migratória

 


A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, nesta semana, o governo de Donald Trump a retirar o visto de mais de meio milhão de imigrantes que vivem legalmente no país. A decisão, de caráter emergencial, foi aprovada por sete dos nove juízes e pode afetar cerca de 530 mil pessoas, principalmente oriundas da Venezuela, de Cuba, do Haiti e da Nicarágua. Esses imigrantes estavam amparados por um programa federal criado em 2023 pelo governo de Joe Biden.


A medida representa a segunda vitória recente da política migratória de Trump na Suprema Corte. No início de maio, os juízes já haviam autorizado a revogação de vistos temporários de trabalho de dezenas de milhares de venezuelanos. Agora, com a nova decisão, esses grupos podem ser deportados a qualquer momento.


De acordo com fontes da imprensa americana, o governo pretende intensificar ainda mais as ações de repressão à imigração irregular. A Casa Branca estabeleceu como meta a detenção de cerca de três mil imigrantes por dia, equivalendo a mais de um milhão de detenções anuais.


Além das revogações de vistos e do aumento nas detenções, outra medida já implementada pelo governo Trump foi a retomada da política de "permanecer no México". Esse programa obriga solicitantes de asilo a aguardarem a tramitação de seus processos fora do território americano, uma estratégia que havia sido suspensa durante a administração Biden, mas que voltou a ser aplicada para conter o fluxo migratório na fronteira sul.


Especialistas em direitos humanos alertam para os efeitos humanitários dessas políticas, que podem expor milhares de pessoas a situações de risco em seus países de origem ou nas regiões fronteiriças. Por outro lado, o governo Trump argumenta que as medidas são necessárias para reforçar a segurança nacional e conter a entrada irregular de imigrantes.


A expectativa é de que o tema continue gerando intensos debates políticos e judiciais nos próximos meses, especialmente com a proximidade das eleições presidenciais nos Estados Unidos.