Após anos de batalha, a cantora finalmente assume o controle total de seu catálogo musical, encerrando um capítulo de disputas e celebrando uma vitória artística e financeira.
30 de maio de 2025
Em um movimento celebrado por fãs e pela indústria musical, Taylor Swift anunciou nesta sexta-feira (30) a reaquisição dos direitos das gravações master de seus seis primeiros álbuns, consolidando pela primeira vez o controle total sobre seu catálogo. A notícia, compartilhada em uma carta emocionada aos fãs, marca o fim de uma jornada que começou em 2019, quando sua antiga gravadora, a Big Machine Records, vendeu seu acervo sem sua autorização.
"Quase desisti de acreditar que isso poderia acontecer", escreveu Swift. "Depois de 20 anos com a cenoura sendo pendurada e depois arrancada, finalmente posso dizer: todas as músicas que já fiz... agora pertencem... a mim."
O Conflito com Scooter Braun e a Venda para a Shamrock Capital
A disputa pelos masters começou quando a Big Machine vendeu o catálogo da artista ao executivo Scooter Braun, com quem Swift já tinha histórico de conflitos — Braun foi empresário de Kanye West, que teve desentendimentos públicos com a cantora. Na época, Swift classificou a negociação como seu "pior cenário", já que não teve a chance de comprar suas próprias gravações.
Em 2020, Braun revendeu os direitos à Shamrock Capital por cerca de US$ 300 milhões, valor que Swift não conseguiu igualar na época. Agora, a cantora finalmente fechou um acordo com a Shamrock para readquirir não apenas as faixas originais, mas também vídeos, filmes de shows, capas de álbuns e músicas inéditas. Rumores de que o negócio custou entre US$ 600 milhões e US$ 1 bilhão foram considerados superestimados pelo The Guardian.
"Serei eternamente grata à Shamrock por me oferecer essa oportunidade", afirmou Swift. "Eles trataram tudo com honestidade e respeito, entendendo que não era só um negócio, mas minhas memórias, meu suor e meus sonhos."
O Projeto das Regravações e o Impacto nas "Taylor’s Versions"
Enquanto lutava pelos direitos, Swift iniciou um ambicioso projeto de regravação de seus álbuns antigos, lançando-os como "(Taylor’s Version)", com faixas extras inéditas ("From the Vault"). Quatro já foram relançados: Fearless (2008), Red (2012), Speak Now (2010) e 1989 (2014) — todos quebrando recordes de streaming e vendas.
A estratégia não só desvalorizou o catálogo original (diminuindo o retorno financeiro de Braun e Shamrock), mas também deu aos fãs novas versões aprimoradas. Ainda faltam as regravações de Reputation (2017) e de seu álbum de estreia (2006), mas Swift admitiu que o processo para Reputation foi emocionalmente desafiador.
"É um álbum tão ligado a um momento específico da minha vida", explicou. "Senti que não poderia melhorá-lo. Mas se os fãs quiserem, podemos relançá-lo no futuro, não por tristeza, mas como celebração."
Um Legado Além da Música: Impacto na Indústria
A saga de Swift pelos direitos autorais inspirou mudanças no setor. "Hoje, jovens artistas já negociam a posse de seus masters desde o início", destacou a cantora, agradecendo aos fãs por transformarem o tema em uma discussão global.
Enquanto isso, seu sucesso comercial segue inabalável: a turnê "The Eras Tour" (2023-2024) arrecadou US$ 2 bilhões, e seus últimos álbuns originais (Folklore, Evermore, Midnights e The Tortured Poets Department) dominaram as paradas.
Com o controle total de sua obra, Swift encerra um ciclo de batalhas e inicia uma nova era — desta vez, donas de seu próprio legado.
