28 de junho de 2025 — A crise humanitária em Gaza voltou ao centro do noticiário mundial após uma denúncia de massacre publicada pelo jornal israelense Haaretz. De acordo com a reportagem, soldados israelenses teriam recebido ordens para atirar em palestinos que buscam comida em meio à escassez extrema na Faixa de Gaza.
Soldados israelenses teriam ordem para matar civis famintos, diz Haaretz
O Haaretz ouviu depoimentos de soldados e oficiais das Forças de Defesa de Israel, que relataram supostas orientações para abrir fogo durante a distribuição de ajuda humanitária. Segundo a denúncia, a região foi descrita como um verdadeiro “campo de extermínio”.
Organizações como a Médicos Sem Fronteiras criticam o esquema de distribuição de alimentos, chamando-o de “massacre disfarçado de caridade”. A ONG alerta que multidões de famintos são atraídas e acabam atingidas pelos confrontos.
Netanyahu nega massacre em Gaza e diz que exército é o “mais moral do mundo”
Em resposta, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu negou as acusações, classificando-as como “mentiras cruéis” e exaltando a moralidade do exército israelense. Ainda assim, determinou a abertura de uma investigação oficial para apurar as mortes.
Ataques aéreos se intensificam no Líbano e no Irã
A violência na região se estende além de Gaza. No sul do Líbano, um ataque aéreo israelense na província de Nabatye deixou uma mulher morta e pelo menos 20 feridos. Segundo o governo israelense, o alvo era um centro subterrâneo do Hezbollah.
Enquanto isso, no Irã, bombardeado por quase duas semanas, autoridades tentam minimizar os danos, mas o ministro das Relações Exteriores, Abbas Arash, admitiu em rede nacional que as instalações nucleares sofreram danos graves, informação confirmada pela Rússia, aliada estratégica de Teerã.
Para piorar o cenário de tensão, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar ataques, caso o Irã prossiga com o enriquecimento de urânio.
Crise humanitária em Gaza se agrava com bloqueios
Em Gaza, mais de 70 pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas apenas nas últimas 24 horas — muitas delas estavam abrigadas em uma escola bombardeada. Dados mostram que atualmente existem apenas quatro pontos de distribuição de mantimentos para mais de 2 milhões de civis, um contraste dramático com os mais de 400 pontos que existiam antes sob liderança da ONU.
Enquanto isso, cresce a pressão internacional por transparência e responsabilização diante de novas denúncias de violações de direitos humanos no conflito entre Israel e Hamas.
