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Em reunião da ONU, Israel acusa Irã de crime de guerra e tentativa de assassinar Netanyahu

Imagem reprodução -Em reunião da ONU, Israel acusa Irã de crime de guerra e tentativa de assassinar Netanyahu
Durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Israel, Danny Danon, afirmou que o país não vai “se desculpar por se defender” do Irã

 


Durante uma sessão intensa no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador de Israel, Danny Danon, fez duras acusações contra o Irã, denunciando o regime iraniano por crimes de guerra, ataques deliberados a civis e uma suposta tentativa de assassinar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.


O embate diplomático ocorreu após o Irã enviar cartas ao Conselho denunciando ações de Israel  na região. Em resposta, Danon classificou a atuação iraniana como “um teatro” e pediu o fim do que chamou de “charada internacional”.


Embaixador de Israel denuncia ataques a hospital e civis
Em reunião da ONU, Israel acusa Irã de crime de guerra e tentativa de assassinar Netanyahu


Um dos pontos centrais da denúncia israelense foi o ataque com míssil balístico ao Sohaka Medical Center, o maior hospital do sul de Israel, localizado em Beersheba. Segundo Danon, o míssil foi lançado de forma deliberada pela República Islâmica do Irã, representando uma clara violação do direito internacional humanitário.


“Esse hospital atende mais de um milhão de pessoas, incluindo judeus, muçulmanos, cristãos e beduínos. Foi um ataque intencional, sem qualquer presença militar nas proximidades. Um claro crime de guerra”, afirmou o embaixador.

 

O ataque teria comprometido o acesso à saúde de cerca de dois milhões de pessoas. Danon destacou que o objetivo iraniano foi “assassinar os mais vulneráveis”, e alertou que nenhum país está seguro. “Hoje foi Beersheba, amanhã pode ser Bruxelas ou Boston”, advertiu.


Israel afirma que Irã representa ameaça nuclear global


Durante o discurso, o representante de Israel reforçou que o Irã está acelerando o desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance, com capacidade para atingir todas as capitais europeias e, futuramente, até a costa leste dos Estados Unidos. Ele também afirmou que o país já enriqueceu urânio em níveis próximos ao uso militar e construiu instalações subterrâneas para resistir a bombardeios.


“Não existe hoje maior ameaça à paz e segurança internacional do que um Irã com armas nucleares”, declarou.

 

Danon denunciou ainda que o Irã é responsável por financiar e armar grupos extremistas como o Hezbollah, o Hamas, os Houthis, além de milícias xiitas no Iraque e organizações terroristas na Síria, África, América Latina e Europa. Ele descreveu o regime iraniano como uma “máquina de guerra internacional”.


Operação israelense “Leão e Ascensão” é justificada como defesa preventiva


Segundo o embaixador, diante da escalada dos ataques e da ameaça iminente, Israel deu início à operação militar “Leão e Ascensão” com o objetivo de neutralizar a capacidade bélica iraniana. Danon afirmou que a ação seguiu os princípios do direito internacional, respeitando as regras de distinção e proporcionalidade nos conflitos armados.


“Israel está agindo com responsabilidade. Nossa operação visa impedir que o Irã obtenha armas nucleares e continue espalhando terrorismo internacional.”

 

Israel acusa Irã de hipocrisia na ONU


O diplomata israelense também criticou duramente o comportamento do representante iraniano, acusando o regime de tentar se passar por vítima, ao mesmo tempo em que promove ataques sistemáticos contra civis e líderes eleitos.


“O senhor não é uma vítima. Não é um diplomata. É um lobo disfarçado. O mundo não pode mais ignorar isso.”

 

Danon finalizou seu discurso reafirmando o compromisso de Israel com a segurança global:


“Nós estamos segurando a linha entre a civilização e o imperialismo jihadista genocida. Israel é o primeiro alvo, mas não será o último. Não vamos parar até que a ameaça nuclear do Irã seja completamente desmantelada.”

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