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Governo busca alternativas ao aumento do IOF em reunião com líderes da Câmara

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu na noite deste domingo


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu na noite deste domingo (08/06/2025) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes da base governista para discutir medidas alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O encontro ocorreu na residência oficial da presidência da Câmara e contou também com a presença da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política do governo no Congresso.


Propostas em discussão


De acordo com o líder do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), estão sendo avaliadas diversas alternativas para compensar a receita sem elevar o IOF. Entre as principais propostas estão:


  • Revisão de benefícios tributários, buscando equilíbrio sem favorecer setores específicos;

  • Leilão de excedentes de petróleo como fonte de arrecadação adicional;

  • Controle no crescimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para evitar gastos excessivos;

  • Uso de dividendos do BNDES para reforçar o caixa do governo;

  • Revisão das regras de crescimento mínimo para saúde e educação, visando maior flexibilidade orçamentária.


Pressão no Congresso


No sábado (XX), o presidente da Câmara, Hugo Motta, já havia sinalizado que, caso as medidas não sejam bem recebidas pelos líderes partidários, um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar o aumento do IOF poderá entrar na pauta ainda nesta semana.


"Temos respeito pelos líderes e vamos decidir após a apresentação das propostas. O PDL pode ser votado já na terça-feira, dependendo do resultado desta reunião", afirmou Motta após participar do Fórum Esfera, em São Paulo.


Próximos passos


A decisão do governo em buscar alternativas ao IOF reflete a preocupação com a resistência no Legislativo. Se as negociações não avançarem, a Câmara pode derrubar o decreto, aumentando o desafio do Planalto para equilibrar as contas públicas.


O desfecho dessa discussão deve impactar não apenas o mercado financeiro, mas também os rumos da política econômica nos próximos meses.