Lula critica ameaças de sanções dos EUA a Alexandre de Moraes e destaca importância de fortalecer o Senado nas eleições de 2026
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| Lula critica sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes, defende o STF e sinaliza possível candidatura à reeleição nas eleições de 2026. |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste domingo (01/06/2025) as recentes ameaças de sanções dos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). As tensões diplomáticas surgiram após decisões do magistrado que impactaram plataformas de mídias sociais norte-americanas, gerando reações do governo e do Congresso dos EUA.
Durante discurso na convenção nacional do PSB, Lula repudiou as críticas vindas de autoridades americanas. “Os Estados Unidos querem processar Alexandre de Moraes porque ele busca responsabilizar um brasileiro que, estando nos EUA, ataca o Brasil diariamente. Por que eles desejam criticar o nosso sistema de Justiça? Jamais critiquei o deles, mesmo com as inúmeras guerras e perdas de vidas promovidas por eles”, declarou o presidente.
As declarações de Lula ocorrem após o senador americano Marco Rubio afirmar, em audiência no Congresso dos EUA, que há uma “grande possibilidade” de Moraes ser alvo de sanções norte-americanas. Em resposta, aliados do ex-presidente Donald Trump também indicaram que autoridades estrangeiras envolvidas em ações que limitem a liberdade de expressão de cidadãos americanos poderão ter seus vistos revogados.
O governo brasileiro e integrantes do STF identificam o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e atualmente residindo nos Estados Unidos, como uma das figuras centrais por trás das pressões internacionais contra Alexandre de Moraes.
Em sua fala, Lula também manifestou preocupação com o avanço de pautas que visam desestabilizar o Supremo dentro do Congresso Nacional, principalmente no Senado. Parlamentares ligados ao ex-presidente Bolsonaro articulam há tempos a abertura de um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, iniciativa que poderia ganhar força caso a direita amplie sua representatividade nas próximas eleições.
“Precisamos eleger senadores da República em 2026. Se esses setores conquistarem a maioria, poderão promover uma instabilidade institucional no país”, alertou Lula. O presidente enfatizou que, para garantir a estabilidade democrática, será prioritário eleger uma bancada progressista no Senado, ainda que isso implique eventuais concessões nas disputas pelos governos estaduais.
“Devemos assegurar a maioria no Senado para evitar tentativas de enfraquecimento do STF. Não porque o Supremo seja perfeito, mas porque precisamos preservar as instituições que sustentam o regime democrático no Brasil. Se destruirmos aquilo de que não gostamos, não restará nada”, afirmou.
Além disso, Lula sinalizou a possibilidade de disputar a reeleição em 2026, condicionando sua candidatura ao pleno estado de saúde. “Podem ter certeza: se eu estiver com saúde, motivado e apaixonado como estou hoje, a extrema direita não retornará ao poder neste país”, declarou.
As falas de Lula reforçam sua estratégia política de mobilização em defesa das instituições democráticas e de resistência a pressões externas, ao mesmo tempo em que preparam o cenário para as eleições de 2026, tanto no âmbito legislativo quanto executivo.
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