Porta-voz do Exército de Israel afirma que prioridade é proteger população e detalha ações contra ameaça nuclear iraniana
Em entrevista à CNN Brasil, o porta-voz do Exército de Israel, Rafael Rozenszajn (ou Rosenstein, como também foi citado), destacou que a prioridade das Forças de Defesa de Israel (FDI) é proteger a população do país diante da crescente ameaça representada pelo Irã. O militar detalhou os objetivos estratégicos dos ataques israelenses, alertou sobre o avanço do programa nuclear iraniano e reforçou a gravidade do conflito, que classificou como uma “guerra entre o bem e o mal”.
Irã estava próximo de produzir 15 bombas atômicas, diz porta-voz
Rozenszajn afirmou que o Irã já enriqueceu urânio suficiente para produzir 15 bombas nucleares e estava a "um passo decisivo" de concretizar seu programa atômico. Segundo ele, o regime iraniano tem como "grande missão apagar Israel do mapa", citando declarações públicas de líderes do país.
"Nós não podemos permitir que o regime mais perigoso do mundo tenha em suas mãos o armamento mais perigoso do mundo", declarou. O porta-voz também mencionou o aumento da produção de mísseis balísticos pelo Irã, que teria triplicado seu arsenal, chegando a 20-30 mil unidades, muitas delas de alta precisão e capazes de carregar até uma tonelada de explosivos.
Ataques israelenses: alvos e resultados
O militar descreveu os ataques de Israel como uma resposta direta à ameaça existencial. Entre os alvos atingidos estão:
Usinas nucleares iranianas;
Lideranças militares, incluindo o chefe do Estado-Maior iraniano, o comandante da Guarda Revolucionária e o chefe da Força Aérea;
11 comandantes militares e 9 cientistas ligados ao programa nuclear;
Fábricas de mísseis balísticos.
"Nosso sucesso foi enorme. Estamos atuando para que o Irã não continue sendo uma ameaça imediata", afirmou.
Defesa antiaérea e ajuda de aliados
Questionado sobre a eficácia dos sistemas de defesa israelenses, como o Domo de Ferro, Rozenszajn destacou que 90% dos mísseis lançados pelo Irã foram interceptados. Ele também confirmou a cooperação com aliados, sem citar nomes, para reforçar a proteção do espaço aéreo.
"Nossa defesa aérea é prioridade. Enquanto o Irã gasta recursos para atacar, nós investimos na segurança de nossa população", disse.
Preocupação com civis e críticas ao regime iraniano
O porta-voz negou que Israel atue contra civis, afirmando que os alvos são exclusivamente militares. Ele criticou o governo iraniano por "odiar mais Israel do que amar seu próprio povo" e destacou que avisos prévios são dados sempre que possível, exceto em operações contra líderes específicos.
"Esta guerra não é contra o povo iraniano, mas contra um regime totalitário. Quando ele cair, os iranianos serão mais livres", declarou.
Mensagem ao Brasil
Rozenszajn, que tem raízes familiares no Brasil (seu avô sobrevivente do Holocausto migrou para o país), fez um apelo contra a desinformação:
"Esta é a primeira vez que o Exército de Israel tem um porta-voz em português. Queremos que os brasileiros recebam informações oficiais, não narrativas enganosas".
Uma guerra "pela existência de Israel"
O porta-voz encerrou a entrevista com um alerta solene: "Se perdermos esta guerra, será o fim do Estado de Israel. Mas estamos preparados para vencer".
