Pular para o conteúdo principal

Apresentadora da CNN chama Bolsonaro de “Bozo” ao vivo e viraliza nas redes


A jornalista Elisa Veeck, âncora do Live CNN, protagonizou um momento inusitado durante a edição do programa nesta terça-feira (15). Ao analisar a trajetória política do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ela se referiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro usando o apelido “Bozo”, expressão comumente adotada por críticos do ex-mandatário desde a campanha eleitoral de 2018.


O comentário foi feito enquanto Elisa explicava a influência de Bolsonaro na eleição de Tarcísio: “A pedido do próprio Bozo, de Jair Bolsonaro…”, disse, esboçando um sorriso contido logo em seguida. A jornalista não se retratou no ar. O trecho rapidamente circulou nas redes sociais e dividiu opiniões.


Trajetória de Elisa Veeck


Natural de Canoas (RS), Elisa Veeck tem 35 anos e iniciou a carreira artística ainda criança. Ficou conhecida em todo o país ao atuar como Fran, na novela Chiquititas, exibida entre 1998 e 2001. Na juventude, chegou a tentar seguir na área como atriz, participando de produções como o clipe Daqui pra Frente, da banda NX Zero, em 2008.


Com a escassez de oportunidades na dramaturgia, Elisa migrou para o jornalismo. Trabalhou como âncora na TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no interior paulista, e em seguida ingressou na CNN Brasil, onde já passou por atrações como CNN Newsroom, CNN Novo Dia e Expresso CNN, até se consolidar como apresentadora do Live CNN.


Fora do telejornalismo, Elisa também se destaca por posicionamentos espontâneos durante transmissões ao vivo. Recentemente, foi elogiada por rebater comentários xenofóbicos contra nordestinos em rede nacional.


Ela é namorada do economista Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central do Brasil.


O peso do apelido


A alcunha “Bozo” remete ao personagem de palhaço popular na televisão brasileira entre as décadas de 1980 e 1990, sendo utilizada de forma pejorativa para criticar Bolsonaro e seus apoiadores. Não é a primeira vez que o uso do termo gera repercussão, reacendendo debates sobre imparcialidade e limites no discurso de profissionais da imprensa.