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Colômbia e Uzbequistão passam a integrar o Banco do Brics, ampliando presença global da instituição

Colômbia e Uzbequistão passam a integrar o Banco do Brics, ampliando presença global da instituição

 


No fim de semana, a expansão do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics, ganhou novos capítulos. A presidente da instituição, Dilma Rousseff, anunciou a adesão da Colômbia e do Uzbequistão como membros efetivos do banco, consolidando o avanço da cooperação financeira entre países emergentes.

O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa realizada no Hotel Fairmont, em Copacabana, logo após a 10ª reunião anual do Conselho de Governadores do NDB — instância máxima de decisão da entidade. Na ocasião, Dilma destacou que, além dos novos integrantes, o banco já havia aprovado a entrada da Argélia, o que eleva para 11 o número de países membros. Já fazem parte do NDB: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Bangladesh, Egito, Argélia e, agora, Colômbia e Uzbequistão.

Segundo a ex-presidente brasileira, outras nações estão em processo de análise para eventual ingresso, mas não há confirmação oficial de nomes. “Temos uma série de países em negociação. Porém, por decisão do conselho, não divulgamos quais são até que o processo avance”, explicou.

Um banco para o Sul Global

Criado em 2014, durante a 6ª Cúpula do Brics em Fortaleza, o NDB surgiu como alternativa para financiar projetos de infraestrutura e iniciativas de desenvolvimento sustentável em países do chamado Sul Global — termo que se refere a economias emergentes e em desenvolvimento.

Com sede em Xangai, na China, o banco já desembolsou mais de 32 bilhões de dólares em financiamentos. Desse total, cerca de 5,2 bilhões foram destinados ao Brasil, evidenciando a relevância da instituição para obras estruturantes e ações voltadas à sustentabilidade no território nacional.

Diálogo internacional e novas prioridades

A coletiva de Dilma Rousseff fez parte da programação oficial da Cúpula do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro. Além da reunião do Conselho de Governadores, o encontro reuniu ministros, lideranças empresariais e representantes de organismos multilaterais para debater os caminhos da cooperação internacional, especialmente em áreas como transição energética, economia digital e financiamento climático.

Esses temas, segundo Dilma, estarão alinhados com as prioridades do Brasil, que assumirá a presidência rotativa do Brics em 2025. A perspectiva é que o banco fortaleça ainda mais seu papel no apoio a projetos que impulsionem a inovação, promovam a inclusão financeira e estimulem a resiliência das economias em desenvolvimento.

Com a expansão recente, o Banco do Brics reforça sua posição como instrumento estratégico de financiamento para países que buscam alternativas ao sistema financeiro tradicional, ampliando sua rede de parceiros e consolidando-se como um pilar de integração entre diferentes regiões do mundo