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Kremlin reage a ameaças de Trump e vê envio de armas como estímulo à guerra na Ucrânia

Kremlin reage a ameaças de Trump e vê envio de armas como estímulo à guerra na Ucrânia
Kremlin reage a ameaças de Trump e vê envio de armas como estímulo à guerra na Ucrânia

 


15 de julho de 2025 | Internacional


O governo da Rússia respondeu nesta terça-feira (15) às novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu aumentar tarifas contra Moscou e reforçar o envio de armas à Ucrânia.


O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as declarações de Trump são “sérias” e que o presidente Vladimir Putin poderá responder pessoalmente às sanções e às medidas militares anunciadas por Washington.


Porta-voz de Putin diz que OTAN e União Europeia estimulam prolongamento da guerra


De acordo com Peskov, a estratégia conjunta dos Estados Unidos, da OTAN e da União Europeia, ao ampliar o fornecimento de armamentos, é interpretada em Kiev como um incentivo para a guerra continuar, e não como uma abertura real para a paz.


O discurso do Kremlin inverte a narrativa adotada por Trump e seus aliados, que acusam Moscou de prolongar a ofensiva militar. Para Peskov, o envio de armas é um fator de escalada, num momento em que a Rússia segue realizando ataques intensos contra território ucraniano.


Quatro conversas sem avanço: Trump endurece postura com Putin


Fontes próximas à Casa Branca indicam que Donald Trump admitiu ter conversado pelo menos quatro vezes com Vladimir Putin, mas sem qualquer avanço concreto para um cessar-fogo. O impasse teria levado o presidente americano a retomar estratégias semelhantes às do ex-presidente Joe Biden, que no passado já havia reforçado sanções econômicas e envio de armamentos — medidas que Trump, enquanto candidato, criticava duramente.


Agora, Trump segue o mesmo caminho: propôs tarifas de até 100% sobre países que continuam importando produtos russos, como petróleo, fertilizantes e diesel. Entre os principais compradores citados estão China, Índia e Brasil, que podem ser diretamente impactados pelas sanções secundárias.


Prazo de 50 dias para diplomacia antes de novas tarifas


Na nova postura anunciada, Trump deu um prazo de 50 dias para que o governo Putin sinalize uma saída diplomática para o conflito. Caso contrário, as tarifas prometidas contra exportações russas e países que comercializam com Moscou devem ser aplicadas.

Analistas internacionais avaliam, porém, que o prazo pode ser insuficiente para uma solução concreta, enquanto a Rússia mantém o ritmo de ataques, agora descritos por Kiev como uma grande ofensiva de verão.


Mudança na narrativa: armas pagas pela OTAN


Para tentar justificar internamente os custos do apoio militar, Trump costurou uma estratégia com a OTAN: os Estados Unidos venderiam armas à aliança militar, que por sua vez repassaria o arsenal à Ucrânia. O modelo busca sustentar o argumento de que os EUA não arcarão sozinhos com os gastos da guerra, repetindo uma das bandeiras mais fortes do discurso trumpista.


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Apesar disso, diplomatas próximos apontam que a paciência de Trump com Putin está se esgotando, e a escalada de ameaças comerciais é um sinal claro de mudança de postura.