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| Jair Bolsonaro deixa prisão domiciliar para fazer exames médicos em Brasília — Crédito de imagem Foto: Adriano Machado/Reuters |
Neste sábado (16 de agosto de 2025), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou sua residência pela primeira vez desde que foi colocado em prisão domiciliar, no início do mês. A saída foi autorizada para que ele realizasse uma série de exames no hospital DF Star, em Brasília, devido a complicações relacionadas à esofagite crônica que vem enfrentando.
Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 9h, onde foi recebido por apoiadores. Questionado por militantes que aguardavam sua chegada, o ex-presidente limitou-se a dizer que não podia falar. Seu estado de saúde tem sido motivo de preocupação entre aliados, que relatam crises frequentes de refluxo e soluços, além de episódios de vômito.
Problemas de saúde e tratamentos anteriores
O quadro de esofagite do ex-presidente se agravou após uma cirurgia realizada em abril deste ano. Os médicos que o acompanham recomendaram que ele mastigue melhor os alimentos e coma mais devagar para evitar as crises. Nesta manhã, ele foi examinado pela mesma equipe médica que o operou anteriormente.
Entre os exames solicitados estão:
Endoscopia digestiva;
Tomografia do tórax, abdome e pelve;
Ecocardiograma;
Exame das carótidas;
Exames de sangue e urina.
A previsão é de que os procedimentos levem cerca de quatro horas. Ainda não foi confirmado se haverá um boletim médico ao final ou se os profissionais responsáveis darão declarações.
Prisão domiciliar e autorização para saída
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, quando o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a medida após o ex-presidente descumprir regras impostas pela Justiça, como a restrição ao uso de redes sociais.
A defesa de Bolsonaro solicitou a autorização para a ida ao hospital, argumentando o agravamento de seus sintomas. O STF concedeu o pedido, mas estabeleceu que os laudos médicos sejam apresentados em até 48 horas para análise no processo em que o ex-presidente é réu.
Reações de aliados e apoiadores
Líderes da oposição, como o deputado Zucco (PL-RS), afirmaram que a saúde de Bolsonaro está "debilitada". Enquanto isso, um grupo de apoiadores se reuniu em frente ao hospital com cartazes pedindo intervenção do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que recentemente criticou o Brasil em declarações públicas.
O julgamento de Bolsonaro no STF, relacionado a supostas ações golpistas, está marcado para começar no dia 2 de setembro. Enquanto isso, sua situação médica continua sendo acompanhada de perto pela Justiça e por seus defensores.
