![]() |
| CPMI do INSS avança e deve convocar ex-ministros e dirigentes para depor sobre fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões. |
Instalação e disputa política
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi criada em junho de 2025 a partir de requerimento apresentado no Congresso, com apoio expressivo de parlamentares. A instalação oficial ocorreu em 20 de agosto, quando a oposição conseguiu impor uma derrota à base governista ao eleger o senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência. O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), crítico ao governo, assumiu a relatoria.
Motivos da investigação
A criação da comissão tem como base as revelações da Polícia Federal sobre um esquema de fraudes que atingia aposentados e pensionistas desde 2016. As investigações apontaram para descontos indevidos em benefícios previdenciários, movimentando valores bilionários. Há suspeitas de envolvimento de servidores, sindicatos e entidades representativas. A gravidade do caso levou à saída de Carlos Lupi do Ministério da Previdência e à exoneração de Alessandro Stefanutto da presidência do INSS.
Próximos passos da comissão
A segunda reunião da CPMI acontece nesta terça-feira, 26 de agosto. Nela, serão definidos os primeiros convocados a prestar depoimento de forma obrigatória. Entre os nomes cotados estão o ex-ministro Carlos Lupi, o ex-ministro Carlos Eduardo Gabas, que comandou a Previdência no governo Dilma Rousseff, e José Carlos Oliveira, que chefiou o Ministério do Trabalho e Previdência durante a gestão de Jair Bolsonaro. Ex-presidentes do INSS também devem ser chamados.
Além dos depoimentos, a comissão deve analisar requerimentos de informações a órgãos como Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal, Ministério da Previdência, o próprio INSS e demais instâncias de controle.
Funcionamento das sessões
O presidente da comissão já adiantou que as reuniões ocorrerão, em regra, às segundas e quintas-feiras. O objetivo é dar celeridade aos trabalhos e evitar manobras que possam retardar as apurações.
Impactos políticos
A condução da CPMI pelo campo oposicionista representa um desafio para o governo, que busca reorganizar sua base de apoio no Congresso. A expectativa é de que os próximos depoimentos e a análise de documentos tragam novos elementos sobre a extensão do esquema e os possíveis responsáveis.
