Os Estados Unidos deslocaram três navios de guerra para a região do Caribe, próximos ao litoral venezuelano, em uma operação que, segundo o Pentágono, tem como objetivo combater os cartéis de drogas que enviam cocaína para solo americano. A frota, composta por cerca de 4 mil marinheiros e fuzileiros navais, deve chegar às águas internacionais já nesta quarta-feira.
A medida provocou reação imediata do governo venezuelano. Em pronunciamento televisionado, o presidente Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos armados em resposta à presença militar americana.
Em contrapartida, a Casa Branca classificou Maduro como “chefe de cartel e terrorista” e destacou que ele não é reconhecido como presidente legítimo pelos Estados Unidos, citando acusações de tráfico de drogas que pesam contra o líder venezuelano em território americano.
A administração americana enfatizou ainda que está preparada para usar todos os recursos necessários para impedir a entrada de drogas no país, reafirmando o combate ao narcotráfico como prioridade de segurança.
EUA intensificam pressão contra Maduro: navios de guerra no Caribe e recompensa recorde
Após deslocar três navios de guerra para águas internacionais próximas à costa venezuelana, os Estados Unidos reforçaram nesta terça-feira (19) a retórica contra o presidente Nicolás Maduro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo americano está preparado para usar "toda a força" contra o líder venezuelano, acusado de chefiar um cartel de narcoterrorismo.
"Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas", disse Leavitt, reforçando o compromisso do país em combater organizações de tráfico designadas como terroristas globais.
A frota enviada ao Caribe é composta pelos destróiers USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson, equipados com sistemas de mísseis guiados Aegis, e conta com mais de 4 mil militares. A movimentação começou na segunda-feira (18) e deve durar cerca de 36 horas, embora a posição exata dos navios não tenha sido divulgada.
O governo venezuelano respondeu classificando as ações americanas como "ameaças" e afirmou que tais medidas colocam em risco a paz e a estabilidade na região. Em pronunciamento, Maduro declarou que a Venezuela "defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras" e criticou o que chamou de "ameaça bizarra e absurda de um império em declínio".
Além da ação militar, os EUA elevaram para US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro, valor superior ao oferecido pelo paradeiro de Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro de 2001. A procuradora-geral americana, Pam Bondi, classificou Maduro como um dos "maiores narcotraficantes do mundo" e reforçou a ameaça que ele representa à segurança nacional dos Estados Unidos.
Desde março de 2020, Maduro é formalmente acusado de narcoterrorismo pelos EUA. A recompensa inicial era de US$ 15 milhões, aumentando para US$ 25 milhões em janeiro de 2025, durante a administração Biden. O novo valor, recorde, demonstra a intensificação da pressão americana sobre o regime venezuelano, que mantém relações diplomáticas com aliados estratégicos, como Rússia, China e Irã.
