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Filho de ministro do STF decide não retornar aos EUA após sanções do governo Trump

Ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, em sessão do STF, com expressão séria e formal.



11 de agosto de 2025 – Atualizado às 20h36


Bernardo Van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, optou por não retornar aos Estados Unidos após as recentes restrições impostas pelo governo de Donald Trump a ministros da Corte e seus familiares. Bernardo, que atua como diretor do banco BTG Pactual em Miami, teria tomado essa decisão para evitar o risco de ter sua entrada no país negada.


A medida foi tomada após os EUA revogarem, no dia 18 de julho, o visto do ministro Alexandre de Moraes, além de familiares e aliados próximos. Embora o governo americano não tenha divulgado oficialmente a lista completa dos afetados, acredita-se que ministros como Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes também tenham sido incluídos nas sanções. Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques não teriam sido alvo das restrições.


Diante desse cenário, Barroso teria aconselhado o filho a permanecer fora dos EUA após um período de férias na Europa. Sem confirmação oficial dos Estados Unidos sobre os nomes impactados, Bernardo deve permanecer no Brasil por enquanto. O BTG Pactual, por sua vez, preferiu não comentar o assunto.


Essas sanções coincidem com a imposição de uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros pelos EUA, num contexto político delicado que envolve pressões de parlamentares brasileiros, como Eduardo Bolsonaro, que tem defendido medidas contra Moraes e ameaçado outros ministros da Corte com possíveis restrições.


Além das sanções, o ex-presidente Donald Trump criticou duramente decisões do ministro Alexandre de Moraes, especialmente relacionadas ao controle de plataformas digitais e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe em 2022. Moraes é o relator desses processos e de outras investigações envolvendo o ex-mandatário.


No plano político doméstico, o filho do ex-presidente, junto a parlamentares da oposição, tem pressionado pela aprovação do chamado “pacote da paz” no Congresso. O projeto prevê anistia ampla, geral e irrestrita para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, o impeachment do ministro Moraes e o fim do foro privilegiado no país.