Pular para o conteúdo principal

Maduro convoca milícias e reservistas em meio a movimentação militar dos EUA

Nicolás Maduro discursa aos seus partidários e comemora o resultado das eleições de domingo (25/05) na praça Bolívar, em Caracas. — Foto: Federico Parra/AFP via Getty Images
Nicolás Maduro discursa aos seus partidários e comemora o resultado das eleições de domingo (25/05) na praça Bolívar, em Caracas. — Foto: Federico Parra/AFP via Getty Images

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, determinou que milícias e reservistas se apresentem nos quartéis durante o fim de semana, em uma medida que ele justificou como necessária para proteger o país diante de possíveis ameaças externas. A convocação ocorre em meio à movimentação de navios de guerra norte-americanos na costa venezuelana.


A milícia venezuelana é formada por civis integrados às Forças Armadas, e o governo Maduro afirma que seu papel é a defesa nacional. Organismos internacionais, incluindo a ONU, criticam a milícia por seu uso em repressão a opositores políticos.


Segundo informações de monitoramento internacional, os Estados Unidos destacaram três destroyers equipados com mísseis guiados — dois no Mar do Caribe e um em águas panamenhas —, além de três navios de desembarque anfíbio transportando cerca de 4.500 militares, incluindo 2.200 fuzileiros navais, com potencial de operações terrestres.


O aumento da tensão ocorre em meio a acusações de que Maduro lidera o chamado Cartel de los Soles, organização acusada pelo governo americano de estatizar o tráfico de drogas dentro da Venezuela desde a era Hugo Chávez. Em 2020, os EUA ofereceram US$ 15 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro; em agosto de 2025, a recompensa foi elevada para US$ 50 milhões.


Analistas destacam que a mobilização militar e a convocação de milícias reforçam o clima de instabilidade na Venezuela, intensificando as tensões diplomáticas e militares com os Estados Unidos.