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Malafaia critica Alexandre de Moraes após prisão domiciliar de Bolsonaro: “Se o Brasil tem um criminoso, é ele”

O ministro Alexandre de Moraes (STF) decretou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por violar medida que o proibia de usar redes sociais por terceiros. Flávio Bolsonaro publicou vídeo com declaração do pai. Houve busca e apreensão em sua casa.
"Se esse país tem um criminoso, chama-se Alexandre de Moraes", dispara Malafaia após prisão de Bolsonaro e acusa ministro de rasgar a Constituição.

 

Em entrevista ao portal Metrópoles na noite desta segunda-feira (4), o pastor Silas Malafaia fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decretação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). O religioso, aliado do ex-presidente, afirmou que Moraes "rasga sucessivamente a Constituição" e classificou as medidas impostas contra Bolsonaro como uma "afronta ao Estado Democrático de Direito".


“Se esse país tem um criminoso, chama-se Alexandre de Moraes”, declarou Malafaia. Segundo ele, o ministro estaria agindo de maneira autoritária ao concentrar poderes, ultrapassando os limites constitucionais. “Nós não temos justiça, temos Alexandre de Moraes. Não temos STF, temos Alexandre de Moraes. Não temos leis, temos Alexandre de Moraes”, disparou.


A decisão de Moraes incluiu o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro e a proibição de receber visitas, como forma de garantir o cumprimento de medidas cautelares que, segundo a Polícia Federal, vinham sendo desrespeitadas com a ajuda de aliados que mantinham comunicação com o ex-presidente por meio de celulares de terceiros.


Malafaia, por sua vez, contesta a legitimidade das decisões. “Lula deu 22 entrevistas na cadeia, condenado. E Bolsonaro, sem condenação, está censurado, com tornozeleira, proibido de falar. Nem para assassinos isso acontece”, argumentou. Ele também citou o artigo 254 do Código de Processo Penal para apontar que Moraes estaria em “suspeição”, uma vez que conduz inquéritos nos quais se declara vítima de ameaças.


O pastor afirmou ainda que Alexandre de Moraes teria criado “o crime de opinião” no país e acusou o ministro de censura. “O Estado Democrático de Direito não tem crime de opinião. Calúnia, injúria e difamação estão no Código Penal, mas opinião não é crime”, reforçou.


Outro ponto da entrevista foi a crítica à retirada de celulares da casa do ex-presidente durante buscas da PF. “Dizer que ele descumpriu medidas cautelares é usar regras de um ditador”, disse Malafaia. Para ele, as ações do ministro não trazem benefícios ao país e podem gerar repercussões internacionais negativas. “Sanções não vão parar nele, vão vir contra o Brasil.”


Malafaia também mencionou documentos que estariam em posse de aliados de Bolsonaro, que envolveriam assessores de Alexandre de Moraes no STF e no TSE, sugerindo a existência de articulações ilegais no andamento dos inquéritos. “São seis gigabytes de conversas, o equivalente a 600 mil páginas”, afirmou, sem apresentar provas.


Encerrando a entrevista, o pastor minimizou as investigações sobre a chamada “milícia digital” bolsonarista e prometeu que as manifestações devem se intensificar. Segundo ele, a mobilização do dia anterior foi a “maior desde o impeachment de Dilma” e uma “mega manifestação” está prevista para o 7 de Setembro.