Rússia e Estados Unidos entram em rota de colisão: sanções, submarinos nucleares e prazo final para a guerra na Ucrânia
![]() |
| EUA pressionam Rússia com prazo para cessar-fogo na Ucrânia, sanções e submarinos nucleares, elevando risco de confronto direto. |
A tensão entre Rússia e Estados Unidos voltou a dominar o noticiário internacional. O presidente americano Donald Trump reduziu de 50 para 10 dias o prazo para que o governo russo encerre a guerra na Ucrânia, numa tentativa de forçar um cessar-fogo imediato. A nova data-limite, marcada para a próxima quinta-feira (7), veio acompanhada de ameaças diretas de sanções secundárias a países que continuarem mantendo relações comerciais com Moscou, como o Brasil, a Índia e a China.
Para mostrar que não pretende recuar, os Estados Unidos enviaram dois submarinos nucleares para posições estratégicas próximas ao território russo — um gesto considerado por analistas como uma “demonstração extrema de força” e que aumenta o risco de confronto militar direto.
Do lado russo, o presidente Vladimir Putin, ao lado do aliado Aleksandr Lukashenko, de Belarus, afirmou que há “expectativas exageradas” sobre uma trégua e garantiu que as tropas russas continuarão avançando nas frentes de batalha na Ucrânia. A fala foi interpretada como uma reposta indireta à pressão norte-americana.
O ex-presidente russo e atual vice do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, reforçou o discurso dizendo que as ameaças americanas estão aproximando as duas potências de um “confronto direto”.
Apesar do endurecimento verbal, Trump determinou que seu enviado especial ao Oriente Médio, Steve Whitkoff, viaje a Moscou nos próximos dias — uma tentativa de manter canais abertos de negociação diplomática, em meio ao clima beligerante.
Especialistas em relações internacionais alertam que a combinação de prazo apertado, movimentação de armas nucleares e risco econômico global coloca o planeta diante do pior cenário desde o fim da Guerra Fria. Enquanto isso, a comunidade internacional observa com crescente apreensão os próximos passos da Casa Branca e do Kremlin, temendo um novo capítulo da crise entre Rússia e Estados Unidos.
