O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrentou uma reação global contundente durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira. Diversas delegações diplomáticas, incluindo representantes do Brasil, Reino Unido, França, Canadá e Austrália, abandonaram o plenário em protesto contra a condução da guerra em Gaza. O Hamas interpretou o boicote como um sinal do isolamento de Israel no cenário internacional.
Em seu pronunciamento, Netanyahu condenou o reconhecimento do Estado da Palestina por vários países ocidentais, acusando-os de cederem à pressão e de recompensarem o terrorismo. Ele também reafirmou a posição de Israel contra a criação de um Estado palestino, afirmando que isso seria um "suicídio nacional". Além disso, Netanyahu negou as acusações de genocídio em Gaza, alegando que o governo israelense havia orientado a população a se retirar das áreas afetadas antes dos ataques.
O discurso ocorreu em meio a uma escalada no conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas realizou um ataque em larga escala em Israel, resultando na morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, e no sequestro de 251 indivíduos. Em resposta, a ofensiva israelense em Gaza já causou a morte de pelo menos 64.871 pessoas, segundo dados disponíveis.
A situação humanitária em Gaza é crítica, com hospitais enfrentando condições extremas, suprimentos médicos escassos e acesso restrito devido às atividades militares israelenses. Organizações internacionais e líderes mundiais têm pressionado por um cessar-fogo imediato e por medidas para aliviar o sofrimento da população civil.
O crescente isolamento de Israel na comunidade internacional e as crescentes críticas à sua política em Gaza indicam que o país enfrenta um momento decisivo em sua política externa e de segurança.
