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Lula defende na ONU reconhecimento pleno da Palestina e condena genocídio em Gaza

Lula defende na ONU reconhecimento pleno da Palestina e condena genocídio em Gaza


Lula defende na ONU reconhecimento pleno da Palestina e condena genocídio em Gaza


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (22), em Nova Iorque, o reconhecimento pleno do Estado da Palestina durante a Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina, organizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).


Em um discurso de mais de cinco minutos, Lula criticou a “tirania do veto” no Conselho de Segurança da ONU, que, segundo ele, impede a efetivação de um acordo de paz e sabota o multilateralismo. “A questão palestina surgiu com o Plano de Partilha aprovado há 78 anos, mas apenas um Estado se materializou”, afirmou.


O presidente brasileiro classificou a situação em Gaza como “genocídio” e destacou que o Brasil passou a integrar o processo aberto pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça contra Israel. Ele condenou os atos terroristas do grupo Hamas, mas frisou que o direito de defesa “não autoriza a matança indiscriminada de civis” e que nada justifica “usar a fome como arma de guerra”.


Entre as medidas anunciadas, Lula disse que o Brasil vai reforçar o controle sobre importações de produtos oriundos de assentamentos ilegais na Cisjordânia e manterá suspensas as exportações de material de defesa que possam ser usados em crimes contra a humanidade.


O líder brasileiro também propôs a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel central no fim do regime de segregação racial da África do Sul, para garantir o diálogo de autodeterminação da Palestina.


Para Lula, reconhecer a Palestina é “corrigir uma simetria que compromete o diálogo e obstrui a paz”. Ele lembrou que o Brasil já fez esse reconhecimento em 2010 e que a maioria dos 193 países-membros da ONU apoia a medida.


A fala de Lula reforça a posição do Brasil como mediador em conflitos internacionais e coloca o país no centro das discussões sobre a guerra em Gaza, um tema de grande repercussão global que deve mobilizar a opinião pública e gerar debates sobre o papel das grandes potências na busca por uma solução definitiva para o Oriente Médio.