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Morre o cineasta Silvio Tendler aos 75 anos no Rio de Janeiro

Morre o cineasta Silvio Tendler aos 75 anos no Rio de Janeiro
Legado de mais de 70 obras, mantém viva a memória política e cultural do Brasil.

 


O cineasta Silvio Tendler, referência no documentário brasileiro, morreu nesta sexta-feira (5), aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, e faleceu em decorrência de uma infecção generalizada.


Conhecido como o “cineasta dos sonhos interrompidos”, Tendler construiu uma carreira dedicada a registrar personagens e momentos decisivos da política nacional. Dirigiu obras como Os Anos JK – Uma Trajetória Política (1980), sobre Juscelino Kubitschek, e Jango (1984), sobre o ex-presidente João Goulart. Ambos figuram entre as maiores bilheterias de documentários no Brasil.


Além da política, o cineasta também abordou temas da cultura popular. O documentário O Mundo Mágico dos Trapalhões (1981) atraiu cerca de 1,8 milhão de espectadores, número recorde no gênero. Ao longo da carreira, produziu mais de 70 filmes e séries, retratando personalidades como Josué de Castro, Milton Santos, Glauber Rocha e Carlos Marighella.


Silvio Tendler enfrentava, há cerca de uma década, uma neuropatia diabética, doença degenerativa que afetava seu sistema nervoso. Mesmo com limitações físicas, seguiu ativo na produção audiovisual e no debate cultural brasileiro.


O sepultamento do cineasta será realizado neste domingo (7), às 11h, no Cemitério Comunal Israelita do Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro.