![]() |
| Após a derrota da MP que aumentaria impostos sobre os bilionários, o presidente Lula reafirma: os mais ricos terão que contribuir mais. |
Após a rejeição da medida provisória das taxações pela Câmara dos Deputados, o governo federal busca novas estratégias para aumentar a arrecadação junto aos contribuintes de maior renda. A MP, que previa arrecadar cerca de R$ 17 bilhões em 2026, foi derrubada no parlamento, gerando reação imediata do presidente Lula e de sua equipe econômica.
Em pronunciamento, Lula destacou a disparidade entre a tributação de trabalhadores e bilionários. “Se um trabalhador paga 27,5%, por que um ricaço não poderia pagar 18%? Eles podem saber que é uma questão de dias. Eles vão pagar o imposto que merecem”, afirmou o presidente, reforçando sua posição contra privilégios e desigualdades fiscais.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se manifestou sobre a situação, anunciando medidas de contenção de gastos e possíveis cortes em emendas parlamentares, que podem somar cerca de R$ 10 bilhões. Haddad criticou, ainda, o lobby dos mais privilegiados que, segundo ele, influenciou a decisão do Congresso.
A base aliada do governo já apresenta alternativas para compensar a perda de arrecadação. Entre as medidas em discussão estão:
-
Aumento do IOF – O governo avalia, inclusive por decreto, elevação do Imposto sobre Operações Financeiras em câmbio, pessoas jurídicas e seguros.
-
Alterações no Imposto de Renda – Trechos da MP podem ser incorporados ao projeto de lei em tramitação no Senado, incluindo rendimentos de aplicações como LCA e LCI na base de cálculo.
-
Fim da desoneração da Folha – O Supremo Tribunal Federal pautou para 17 de outubro uma análise sobre a constitucionalidade da prorrogação dessa desoneração.
-
Aumento da tributação sobre apostas e bancos digitais – O líder do PT na Câmara, Lindberg Farias, apresentou um projeto que prevê elevar a tributação das “bets” de 12% para 24%, superando a proposta inicial do governo.
O governo também estuda projetos de lei adicionais e ajustes em benefícios fiscais já em tramitação. Aliados afirmam que há esforços para levar essas pautas ao plenário em breve, buscando garantir receita sem comprometer o andamento da Lei Orçamentária de 2026.
