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Kenny Loggins condena uso de sua música em vídeo de IA envolvendo Donald Trump

Kenny Loggins condena uso de sua música em vídeo de IA envolvendo Donald Trump
A faixa “Danger Zone” de Loggins, lançada em 1986 como parte da trilha do filme Top Gun, tornou-se um ícone da cultura pop.

 


O cantor Kenny Loggins se pronunciou contra o uso não autorizado de sua famosa canção “Danger Zone” em um vídeo gerado por inteligência artificial, que mostra o ex-presidente Donald Trump em um jato de caça atacando manifestantes do movimento No Kings com o que aparenta ser matéria fecal.


Em um comunicado divulgado à Variety, Loggins afirmou:


"Este é um uso não autorizado da minha apresentação de 'Danger Zone'. Ninguém me pediu permissão, o que eu teria negado, e solicito que minha gravação neste vídeo seja removida imediatamente."

 

O artista também criticou o propósito do vídeo, destacando que conteúdos desse tipo apenas promovem a divisão entre as pessoas:


"Não consigo imaginar por que alguém iria querer que sua música fosse usada ou associada a algo criado com o único propósito de nos dividir. Muitas pessoas estão tentando nos separar, e precisamos encontrar novas maneiras de nos unir. Somos todos americanos e patriotas. Não existe 'nós e eles' — não é isso que somos, nem é o que deveríamos ser. Somos todos nós. Estamos juntos nessa, e minha esperança é que possamos abraçar a música como uma forma de celebrar e unir cada um de nós."

 

A faixa “Danger Zone” de Loggins, lançada em 1986 como parte da trilha do filme Top Gun, tornou-se um ícone da cultura pop, e o vídeo de IA parece prestar homenagem ao longa. Em resposta a pedidos de comentário, um representante da Casa Branca limitou-se a enviar um meme de Top Gun com a frase: "Sinto necessidade de velocidade".


O episódio ocorre em meio a um movimento crescente de protestos No Kings, que, segundo a CNN, reuniu quase 7 milhões de pessoas em mais de 2.700 manifestações nos 50 estados norte-americanos, mostrando sua desaprovação ao governo Trump. Celebridades como Mark Ruffalo, Jimmy Kimmel, Robert De Niro e Glenn Close se posicionaram publicamente a favor dos protestos.


Robert De Niro relembrou a origem histórica do movimento e seu significado atual:


"O protesto original do No Kings aconteceu há 250 anos. Os americanos decidiram que não queriam viver sob o domínio do Rei George III. Eles declararam sua independência e travaram uma guerra sangrenta pela democracia. Tivemos dois séculos e meio de democracia desde então. Muitas vezes desafiadora, às vezes confusa, sempre essencial. Agora temos um aspirante a rei que quer tirá-lo de nós: o Rei Donald, o Primeiro. Que se dane. Estamos nos levantando novamente, desta vez, levantando nossas vozes de forma não violenta para declarar: Nada de Reis."

 

O caso destaca não apenas o debate sobre o uso de músicas e conteúdos de inteligência artificial, mas também a crescente mobilização da sociedade em defesa da democracia e da liberdade de expressão nos Estados Unidos.