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Paraná confirma primeira morte por bebida adulterada com metanol: alerta para risco de intoxicação

Paraná confirma primeira morte por bebida adulterada com metanol: alerta para risco de intoxicação


A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou a primeira morte causada por intoxicação de metanol após o consumo de bebida alcoólica adulterada. O caso ocorreu em Foz do Iguaçu, no oeste do estado, e acende um sinal de alerta para a população sobre os perigos das bebidas de origem duvidosa.


O caso confirmado em Foz do Iguaçu


A vítima era um homem de 55 anos que procurou atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 14 de outubro de 2025. Ele relatou ter ingerido bebida alcoólica no dia anterior e apresentou fortes dores abdominais. Após a realização de exames laboratoriais, foi detectada presença de metanol no organismo, substância altamente tóxica e proibida para consumo humano.


De acordo com a Secretaria de Saúde, essa é a primeira morte confirmada por metanol no estado. Um segundo caso, envolvendo um homem de 47 anos, também em Foz do Iguaçu, está sob investigação. As autoridades investigam a origem da bebida adulterada e possíveis conexões entre os casos.


Outros casos em investigação


O Paraná já registrou 22 notificações de suspeita de intoxicação por metanol em 2025. Desses, cinco casos foram confirmados, 14 descartados e dois ainda estão em análise. Os dados fazem parte de um levantamento da Secretaria Estadual de Saúde e apontam para uma preocupação crescente com o consumo de bebidas falsificadas no estado.


Entenda o perigo do metanol


O metanol é uma substância química usada em produtos industriais, como solventes e combustíveis, mas é altamente tóxica para o corpo humano. Quando ingerido, o composto pode causar cegueira, convulsões, coma e até morte.


Os sintomas de intoxicação geralmente aparecem entre 6 e 72 horas após o consumo, começando com dor de cabeça, náuseas, tontura e visão turva. Com o avanço da intoxicação, o quadro pode evoluir para falência múltipla de órgãos.


Para tratar os casos, o estado recebeu 424 ampolas de etanol farmacêutico e 84 doses de fomepizol, que atuam como antídotos específicos contra a ação do metanol no organismo.


Como se proteger


A Secretaria de Saúde reforça a importância de comprar bebidas apenas em estabelecimentos confiáveis e verificar se o produto possui lacre e selo fiscal de IPI. Preços muito abaixo do mercado também podem indicar adulteração.


Os consumidores devem ainda observar se o fabricante está registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) — requisito obrigatório para bebidas legalizadas no Brasil.


Caso surjam sintomas após ingerir uma bebida suspeita, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente. A notificação rápida pode salvar vidas e ajudar na investigação de novas ocorrências.


Ações de fiscalização e vigilância


As autoridades sanitárias e a Polícia Civil investigam a origem das bebidas adulteradas que podem estar circulando na região oeste do Paraná. O objetivo é identificar os responsáveis pela falsificação e evitar novas vítimas.


Além disso, o Estado mantém uma vigilância ativa por meio dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que monitoram casos suspeitos e orientam profissionais de saúde sobre o tratamento adequado.


O caso em Foz do Iguaçu expõe um problema sério de saúde pública: a fabricação e o consumo de bebidas adulteradas com metanol. O alerta serve não apenas para o Paraná, mas para todo o Brasil, já que esse tipo de prática criminosa pode ocorrer em qualquer região.


Evitar produtos de origem desconhecida e denunciar irregularidades são atitudes essenciais para prevenir novas tragédias