![]() |
| Protesto em Curitiba alerta para riscos do fim das aulas obrigatórias de CNH e debate sobre segurança e qualidade no trânsito. |
Instrutores, donos de autoescolas e alunos saíram às ruas de Curitiba nesta quinta-feira (16) para protestar contra a proposta do governo federal que visa acabar com a obrigatoriedade das aulas teóricas e práticas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A mobilização também foi registrada em outros estados, refletindo a preocupação de entidades do setor com a segurança no trânsito.
O que está em debate
A proposta, atualmente em análise na Casa Civil, sugere que os candidatos possam optar por cursos online ou por instrutores autônomos, mantendo apenas os exames teóricos e práticos realizados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Segundo o Ministério dos Transportes, a mudança tem como objetivo reduzir custos e tornar o processo de habilitação mais acessível.
No entanto, instrutores e autoescolas alertam que a medida pode resultar em motoristas despreparados, aumentando o risco de acidentes e comprometendo a segurança viária. O setor defende que o problema não está nas aulas, mas na falta de fiscalização e educação continuada no trânsito.
Principais preocupações
-
Segurança no trânsito: Entidades ligadas ao setor afirmam que a formação adequada dos motoristas é essencial para que os futuros condutores compreendam a legislação e dirijam com responsabilidade.
-
Impacto econômico: O fim da obrigatoriedade das aulas pode levar ao fechamento de autoescolas e à perda de empregos no setor.
-
Qualidade da formação: Sem aulas práticas supervisionadas, os motoristas podem não estar preparados para lidar com situações reais no trânsito.
Próximos passos
A consulta pública sobre a proposta está aberta até 2 de novembro de 2025. Após o término, o texto será analisado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que decidirá sobre a implementação ou ajustes da medida.
Enquanto isso, o debate continua em todo o país, com manifestações semelhantes em diversos estados, refletindo o interesse da sociedade na manutenção da segurança viária e na qualidade da formação de novos motoristas.
