Bolsonaro é preso preventivamente pela Polícia Federal em Brasília após decisão de Alexandre de Moraes
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está na entrada de sua casa enquanto cumpre prisão domiciliar em Brasília, Brasil, em 2 de setembro de 2025.
Bolsonaro é preso preventivamente em Brasília após decisão de Alexandre de Moraes
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso na manhã deste sábado (22), em Brasília, durante operação da Polícia Federal (PF) autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem de prisão preventiva foi emitida após o relatório do Centro de Monitoramento do Distrito Federal indicar que Bolsonaro teria tentado violar a tornozeleira eletrônica instalada quando ele passou a cumprir prisão domiciliar em agosto.
Segundo a decisão de Moraes, a suposta tentativa de burlar o equipamento, registrada por volta de 0h08 deste sábado, configurou risco de fuga e justificou a adoção imediata da medida cautelar. O ministro também citou a necessidade de garantir a ordem pública, já que apoiadores estavam organizando vigílias e mobilizações nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpria as medidas anteriores.
Defesa pediu prisão domiciliar por motivos de saúde
Os advogados de Jair Bolsonaro argumentaram que ele enfrenta condições graves de saúde — incluindo sequelas da facada de 2018 e fragilidade física — e solicitaram que eventual prisão fosse cumprida de forma domiciliar humanitária. A defesa também destacou a idade do ex-presidente, que completou 70 anos neste ano.
O pedido, porém, foi rejeitado. Na decisão, Moraes determinou que o ex-presidente fosse levado a uma unidade prisional, e não mantido em casa. Após a operação da PF, Bolsonaro foi conduzido à sede do órgão em Brasília, onde passou pelos procedimentos de praxe.
Contexto da prisão preventiva
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Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por determinação do STF, como parte das medidas cautelares aplicadas no processo que investiga sua participação em atos relacionados à tentativa de golpe de Estado e ataques ao sistema eleitoral. A tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno estavam entre as exigências impostas pelo tribunal.
A prisão preventiva, como esclarece o Código de Processo Penal, é uma medida cautelar usada quando há risco de fuga, ameaça à instrução do processo ou necessidade de preservar a ordem pública. No caso do ex-presidente, Moraes considerou que o episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica e a movimentação de apoiadores representou justamente esses riscos.
Repercussão política e próximos passos
A prisão de um ex-presidente em pleno sábado gerou forte repercussão imediata no meio político e nas redes sociais. Aliados afirmam que a medida é “injusta” e ignorou o estado de saúde do ex-presidente, enquanto adversários destacam que a decisão reforça a necessidade de cumprir as determinações judiciais.
Ainda não há definição sobre a realização de audiência de custódia ou de possíveis novos pedidos da defesa para converter a prisão preventiva em domiciliar. Especialistas afirmam que o caso deve seguir sendo analisado pelo STF nos próximos dias, à medida que novas informações forem anexadas ao processo.