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EUA intensificam cerco marítimo e interceptam terceiro navio próximo à Venezuela

EUA intercepta terceiro petroleiro próximo à Venezuela

Operação integra ofensiva contra narcotráfico e esquemas de evasão de sanções internacionais impostas ao governo venezuelano

Navios da Marinha dos Estados Unidos em operação no Caribe

As autoridades dos Estados Unidos intensificaram neste fim de semana as ações de fiscalização marítima no Caribe e confirmaram a interceptação de um terceiro navio petroleiro nas proximidades da costa da Venezuela.

A operação faz parte de uma ofensiva mais ampla contra o narcotráfico e contra esquemas utilizados para burlar sanções econômicas impostas ao governo de Nicolás Maduro. Segundo informações de fontes ligadas à Casa Branca, a embarcação estaria envolvida no transporte ilegal de petróleo de origem venezuelana.

Abordagem aérea registrada em imagens oficiais

Militares dos Estados Unidos realizam abordagem aérea em navio petroleiro

Imagens divulgadas pelas autoridades norte-americanas mostram o momento da abordagem em alto-mar. O registro foi feito ao amanhecer, quando um helicóptero militar se aproxima do petroleiro e sobrevoa o convés em baixa altitude.

Na sequência, militares descem da aeronave e assumem o controle da embarcação. De acordo com informações preliminares, o navio havia atracado recentemente na Venezuela e transportava uma carga estimada em até dois milhões de barris de petróleo bruto.

Suspeita de ligação com “frota fantasma”

A Casa Branca informou que o navio sob interceptação seria o petroleiro Century, apontado como parte de uma chamada “frota fantasma”, utilizada para comercializar petróleo de forma clandestina.

Segundo Washington, essas embarcações operam com mudanças frequentes de bandeira, desligamento de sistemas de rastreamento e rotas pouco transparentes, com o objetivo de contornar sanções internacionais e gerar recursos para o regime venezuelano.

Bloqueio total e escalada de tensão

Navios da Marinha dos EUA reforçam presença no Caribe

No início da semana, o presidente Donald Trump determinou o bloqueio total de navios petroleiros que tentem entrar ou sair da Venezuela. A decisão ocorreu após a apreensão de uma primeira embarcação no dia 10 de dezembro.

Mesmo após o governo venezuelano anunciar escolta naval a seus petroleiros, autoridades norte-americanas afirmaram que seguirão aplicando rigorosamente as leis dos Estados Unidos contra embarcações que violem sanções internacionais.

Nacionalizações e impacto no setor petrolífero

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A atual crise tem raízes em decisões tomadas ainda durante o governo de Hugo Chávez, quando o setor petrolífero venezuelano passou por um amplo processo de nacionalização. Empresas estrangeiras foram obrigadas a ceder controle majoritário de operações à estatal PDVSA.

Companhias que rejeitaram os novos contratos tiveram ativos expropriados, o que resultou em disputas judiciais internacionais e indenizações bilionárias anos mais tarde.

Presença militar ampliada no Caribe

Paralelamente às interdições, os Estados Unidos reforçaram significativamente sua presença militar no Caribe, com o deslocamento de navios de guerra, um porta-aviões e aeronaves de combate.

Além das apreensões já realizadas, as forças norte-americanas seguem monitorando outras embarcações suspeitas e mantêm o bloqueio como parte da estratégia de pressão econômica e geopolítica sobre o governo de Nicolás Maduro.