O governo federal anunciou nesta quarta-feira, 18 de dezembro de 2025, uma série de medidas para enfrentar a crise financeira das estatais, com destaque para os Correios, que acumulam rombos bilionários. Segundo declarações do presidente, a situação exige revisão das indicações políticas e da gestão dessas empresas, mesmo que isso implique custos políticos significativos.
“Não podemos ter uma empresa pública, por mais importante que seja, dando prejuízo. Ela não precisa ser a rainha do lucro, mas não pode ser a rainha do prejuízo”, afirmou o presidente, ressaltando a necessidade de equilíbrio financeiro nas estatais.
Em ação imediata, o governo troca a presidência dos Correios, colocando à frente um profissional com expertise para apresentar um balanço detalhado da situação e indicar medidas corretivas. A ministra responsável pelas empresas estatais, Esther Dweck, participa diretamente das reuniões estratégicas para reestruturar a companhia. “Vamos tomar as medidas que tiver que tomar, mudar todos os cargos que tiver que mudar, sabe? O objetivo é colocar pessoas competentes para girar o Correio”, declarou o presidente.
Entre as ações previstas, está a análise da rede de agências da empresa. Algumas unidades são consideradas deficitárias e podem ser substituídas por espaços de outras empresas públicas, evitando duplicidade de serviços e custos desnecessários. A intenção é “entregar o Correio sarado, totalmente de pé e produtivo para o país”, conforme destacou o presidente.
🏛️ Últimas de Política
- Carregando...
O governo também reforçou que não há planos de privatização dos Correios. No entanto, parcerias com empresas privadas e transformações em modelo de economia mista estão sendo estudadas. “Enquanto eu estiver na presidência, a palavra privatização não vai existir. Pode existir parceria, pode transformar em economia mista, mas privatização não vai ter”, reforçou.
A crise da estatal, segundo o presidente, não é apenas fruto da cobrança de impostos sobre importações, como ocorreu com a taxação de roupas, mas também de gestão equivocada. O objetivo do governo é corrigir esses erros e garantir que a empresa opere de forma lucrativa ou, no mínimo, equilibrada, sem onerar o contribuinte brasileiro.
O ministro da Fazenda já havia afirmado que a situação das estatais é “muito difícil” e que 2026 será um ano de desafios para reverter os prejuízos. O governo indica que os próximos meses serão decisivos para definir a reestruturação das empresas públicas mais estratégicas do país.
