- O ex presidente Jair Bolsonaro deixa o hospital DF star após ser submetido a uma cirurgia
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Bolsonaro recebe alta após cirurgia, tem pedido de prisão domiciliar negado pelo STF e retorna à prisão da Polícia Federal em Brasília.
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a cumprir pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, após receber alta hospitalar. Ele havia sido internado por cerca de oito dias para a realização de cirurgias autorizadas pela Justiça, incluindo um procedimento para correção de hérnia inguinal bilateral.
Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star no dia 24 de dezembro de 2025, após apresentar complicações de saúde. Durante o período, passou por intervenções consideradas bem-sucedidas pela equipe médica, sem registro de agravamento clínico. Parte dos procedimentos também esteve relacionada a sintomas persistentes associados às sequelas da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
Com a alta médica, determinada no dia 1º de janeiro de 2026, o ex-presidente foi escoltado por agentes da Polícia Federal e transferido de volta à unidade prisional em uma viatura descaracterizada, com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal.
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A defesa de Bolsonaro havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a conversão da pena em prisão domiciliar humanitária, alegando que o estado de saúde do ex-presidente não seria compatível com o retorno imediato ao regime de custódia. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, o magistrado afirmou que não houve comprovação de agravamento clínico e destacou que Bolsonaro segue tendo acesso a atendimento médico adequado enquanto permanece sob custódia da PF.
Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025, cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão. A condenação está relacionada ao seu envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022. Segundo o entendimento do Judiciário, o ex-presidente participou de articulações para contestar o resultado eleitoral e permanecer no poder de forma ilegal.
O retorno de Bolsonaro à prisão ocorre em meio a um cenário de forte polarização política no país e mantém o ex-presidente no centro do debate público. Enquanto aliados criticam a decisão judicial e reforçam argumentos de natureza humanitária, o Supremo Tribunal Federal sustenta que o cumprimento da pena segue os parâmetros legais e constitucionais, independentemente da condição política do condenado.
Com a decisão, Bolsonaro permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, sob monitoramento médico, sem previsão de novos benefícios judiciais relacionados à sua situação de saúde.