A China pediu oficialmente a libertação imediata do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do líder venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores. Em comunicado divulgado neste sábado (4), o governo chinês afirmou que a ação norte-americana representa uma grave violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da soberania de um Estado membro da ONU.
A manifestação de Pequim ocorre em meio ao aumento da tensão diplomática global e amplia o isolamento internacional dos Estados Unidos, que justificam a operação como parte de um esforço para promover uma transição política na Venezuela.
China condena captura de Nicolás Maduro
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que os Estados Unidos devem respeitar os princípios fundamentais das relações internacionais, especialmente o respeito à soberania, à independência e à integridade territorial dos países.
Segundo a diplomacia chinesa, a captura de um chefe de Estado estrangeiro por meios militares constitui um precedente perigoso e contraria diretamente as normas do direito internacional, além de enfraquecer o sistema multilateral baseado na Carta da ONU.
Pequim acusa EUA de violar a Carta da ONU
O governo chinês ressaltou que ações unilaterais envolvendo o uso da força não possuem respaldo legal internacional e violam os mecanismos previstos pelas Nações Unidas para a resolução de conflitos.
Pequim também afirmou que qualquer disputa política interna da Venezuela deve ser resolvida por meio do diálogo e da negociação, sem interferência externa, destacando que intervenções militares tendem a agravar crises humanitárias e instabilidade regional.
Pedido de libertação imediata de Maduro e sua esposa
Além da condenação, a China foi enfática ao pedir que os Estados Unidos libertem imediatamente Nicolás Maduro e Cilia Flores, exigindo garantias sobre a integridade física do casal.
O governo chinês alertou que a manutenção da detenção pode elevar o risco de escalada do conflito e aprofundar a divisão política dentro da Venezuela, com impactos diretos para a América Latina.
Crítica à política de derrubada de governos
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Outro ponto central da manifestação chinesa foi a crítica ao que classificou como uma política recorrente dos Estados Unidos de intervenção e derrubada de governos estrangeiros. Segundo Pequim, esse tipo de prática compromete a credibilidade das instituições internacionais e ameaça a estabilidade global.
A China defendeu o fortalecimento do papel da ONU e do Conselho de Segurança como fóruns legítimos para lidar com crises internacionais, condenando iniciativas unilaterais fora desses mecanismos.
Reação internacional à intervenção dos EUA na Venezuela
A posição chinesa se soma às manifestações da Rússia e de outros países que demonstraram preocupação com a captura de Maduro. Moscou exigiu esclarecimentos imediatos e classificou a operação como um ato de extrema gravidade.
Analistas avaliam que o episódio pode gerar tensões diplomáticas prolongadas, afetando negociações políticas, econômicas e energéticas, especialmente em um país que detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Conselho de Segurança da ONU no centro da crise
Com a escalada das críticas internacionais, cresce a expectativa de que o tema seja levado ao Conselho de Segurança da ONU, onde China e Rússia possuem poder de veto. Esse cenário pode dificultar qualquer tentativa de legitimar a ação norte-americana no âmbito das Nações Unidas.
