China reage às falas de Trump sobre Groenlândia e rejeita narrativa de ameaça militar, reforçando cooperação internacional pacífica.
O Ministério das Relações Exteriores da China criticou nesta quinta-feira (22) as recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, feitas durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. O porta-voz Guo Jiakun classificou como “infundada” a narrativa de que a China representaria uma ameaça militar ou estratégica à Groenlândia.
Em coletiva de imprensa em Pequim, Guo afirmou que usar a China como pretexto para justificar interesses estratégicos de outros países é inaceitável. Ele reforçou que o país segue comprometido com cooperação internacional pacífica, baseada nos princípios da Carta das Nações Unidas.
Contexto das declarações de Trump
Durante Davos, Trump ressaltou o interesse dos EUA em ter maior influência sobre a Groenlândia, citando preocupações de segurança nacional e destacando a presença de outros atores internacionais, como China e Rússia, na região. Apesar de mencionar negociações em andamento, ele afirmou que os EUA poderiam agir para proteger seus interesses estratégicos.
As falas geraram preocupação entre aliados europeus, especialmente Dinamarca e Groenlândia, que afirmaram que a soberania da ilha não está à venda e que quaisquer decisões sobre seu território dependem exclusivamente de seus habitantes.
Repercussão internacional
A reação da China reforça a tensão geopolítica no Ártico, uma região cada vez mais estratégica devido a recursos naturais e rotas de transporte marítimo. Especialistas em relações internacionais apontam que a retórica de ameaça usada por Trump pode desestabilizar negociações multilaterais e prejudicar a cooperação entre grandes potências na região.