O Secretário de Estado Marco Rubio chega para uma reunião informativa com todos os senadores sobre a Venezuela no Capitólio dos EUA, em Washington, DC, em 7 de janeiro de 2026. via Getty Images
O governo dos Estados Unidos anunciou hoje, em 7 de janeiro de 2026, durante uma coletiva de imprensa em Washington, que prepara um plano de transição de poder na Venezuela após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida em 3 de janeiro de 2026.
As informações foram apresentadas pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou que a estratégia tem como objetivo evitar instabilidade política e econômica no país sul-americano e estabelecer um processo gradual de reorganização institucional.
Prisão de Nicolás Maduro
Nicolás Maduro foi preso no dia 3 de janeiro de 2026, durante uma operação conduzida por forças dos Estados Unidos em território venezuelano. A ação foi confirmada oficialmente pela Casa Branca no mesmo dia. Segundo o governo americano, a operação não registrou baixas entre militares dos EUA.
Após a prisão, Maduro foi transferido para custódia federal norte-americana, onde responde a acusações relacionadas a narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Ele compareceu a uma audiência inicial em um tribunal federal de Nova York em 5 de janeiro de 2026.
Administração temporária e declaração da Casa Branca
Ainda no dia 3 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Washington passaria a exercer uma administração temporária da Venezuela, com o argumento de garantir a ordem e permitir uma transição considerada segura.
A declaração gerou repercussão internacional e levantou questionamentos sobre soberania e legalidade da ação, especialmente entre países da América Latina e parlamentares da oposição americana.
Plano dos EUA em três fases
Durante a coletiva de 7 de janeiro, Marco Rubio detalhou que o plano de transição está dividido em três etapas principais:
Estabilização
A primeira fase prevê medidas emergenciais para manter a segurança interna, assegurar o funcionamento de serviços essenciais e evitar o colapso institucional. Nesse estágio, os Estados Unidos confirmaram que pretendem administrar e comercializar parte do petróleo venezuelano, utilizando os recursos para financiar ações imediatas no país.
Recuperação
A segunda etapa envolve a reconstrução da economia venezuelana, com foco na recuperação do setor energético e da infraestrutura nacional. O plano inclui a participação de empresas estrangeiras, principalmente dos Estados Unidos e de países aliados, além de medidas voltadas à reorganização administrativa e política.
Transição de poder
A fase final prevê a formação de um novo governo venezuelano reconhecido internacionalmente. As autoridades americanas mencionaram a realização de eleições livres como objetivo do processo, mas não apresentaram um cronograma oficial para a conclusão da transição.
Reações internacionais e críticas
As declarações feitas na coletiva provocaram reações divergentes. Parlamentares democratas nos Estados Unidos criticaram o uso do petróleo venezuelano como fonte de financiamento do plano e pediram maior transparência.
Governos latino-americanos também expressaram preocupação com os impactos regionais da ação e com a violação da soberania venezuelana. Autoridades ligadas ao antigo governo de Maduro afirmam que os Estados Unidos não detêm controle formal sobre o país e exigem a libertação do ex-presidente.
Situação permanece indefinida
Apesar do anúncio do plano, analistas internacionais avaliam que o cenário político na Venezuela segue instável e que a implementação das medidas anunciadas dependerá da evolução da situação no país e da reação da comunidade internacional. O governo dos Estados Unidos informou que novas atualizações serão divulgadas conforme o processo avance.